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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Rally dos Sertões

   
  Poeira, lama, calor de derreter os miolos ou frio úmido, nas madrugadas, estradas de asfalto e terra, picadas na mata, desfiladeiros e planícies. Atravessar grandes cidades e pequenos vilarejos, em contato com povos hospitaleiros e de uma simplicidade emocionante. Tudo isso faz parte do Rally dos Sertões.
  Além de brava competição, o evento é também uma grande lição. Competidores de todas as partes do mundo se deparam com uma realidade desconhecida e com paisagens jamais vistas. Quanto maior a dificuldade, maior o prazer em vencê-la. Assim são os competidores e o povo sertanejo.





   O contraste entre o cenário e os personagens é grande. Basta imaginar a passagem de máquinas possantes, velozes e de alta tecnologia envolvida, por caminhos onde, muitas vezes, nem sequer ainda trafegam carros de boi.




   Realidades que se misturam de um jeito muito forte e marcante. Os corredores, cobertos de poeira e cheios de garra, emocionam-se com a corrida em si, mas também com a acolhida que recebem. E aprendem muito a respeito do sertanejo que, como dizia o escritor Euclides da Cunha, “é, antes de tudo, um forte”.



   Assim se traduz o Rally dos Sertões: Emoção, velocidade, adrenalina, superação, lição de vida, cidadania e 17 anos de história, completados em 2009.







terça-feira, 26 de abril de 2011

Freeride bikepark em Arcoverde-PE



    Pois é, depois de muito sonhar, finalmente iniciamos a construção de nosso lugar de treinos seja de Downhill, seja de freeride. Após breve consulta com moradores do lugar ( um assentamento do MST), descobrimos que o trecho não estava sendo muito utilizado pelos mesmos. Então juntamos toda a coragem de quem realmente gosta do esporte e com pá, enxada, picaretas e tábuas iniciamos a construção/ modificação do lugar. A dificuldade foi enorme, pois havíamos preparado duas rampas enormes na casa de Rafael (amigo biker), que pesavam mais de 50 kg pra levar até em cima foi uma verdadeira guerra como vocês podem ver nas fotos abaixo:
A única maneira de vencer o desnível de mais 150 metros iniciais foi carregando dessa forma.


Resultado de muito esforço, ficou muito firme! Pronta pra dar alegrias =D




E assim ficou nosso gap! 
Uma visita inesperada e bela nos mostrou que não devemos interferir na natureza e sim nos juntarmos a ela
Vista superior de todo o percurso.


 Rafael fazendo careta lá atrás e eu na frente aí !


Robson e Ricardo que ajudaram no 1º dia valeu mesmo !


Marcelo (stuart) que está conosco nessa empreitada mesmo morando longe !
Valeu Symon também pela ajuda da construção das rampas!


TEAM CAPITÃES DA AREIA !

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Construindo rampas.

1. Encontre um lugar e peça autorização do dono. Caso não saiba quem é não arrisque, a menos que o lugar esteja completamente abandonado ou seja público.


2. Junte os bikers e amigos dispostos a ajudar.




3. Escolhe um Local.
Escolher e obter um local ideal para a construção dos saltos, por vezes é o passo mais difícil. Deveremos ter em conta a sua localização, pois a permanência dos saltos dependerá no local onde serão construídos, deverá ser num local central, com ligação a outros trilhos, onde deverá ter árvores que nos oferecerá sombra e protecção solar e interesse no aproveitamento de matéria-prima, tem que ter uma boa drenagem incluindo um ponto de abastecimento de água.



4. Garante um Acesso Permanente a Água.
Para efectuares uma manutenção dos saltos é indispensável um ponto de abastecimento de água ou mesmo armazenamento.



O melhor cenário é fazer um furo subterrâneo com uma bomba de extracção de água estrategicamente localizada.



Não subestimes este elemento, pois é fundamental para a conservação dos saltos de terra, para trabalhar os saltos deverá haver água em grande quantidade e caso não aja as torna-se difícil efectuar a sua manutenção, isto leva a que as pessoas o interesse pelo local e afastam-se.

5. Desenvolve um Plano de Manutenção.
A elaboração e implementação de um delicado plano de manutenção é a melhor forma de assegurar a segurança e manutenção dos saltos. No mínimo o teu plano deve incluir uma zona de acesso a veículos de emergência, placar de informação com regras de utilização, sinalização e indicações de acesso a viaturas, caso seja possível delimitar as zonas de utilização, a descrição do plano de inspecção e manutenção deve estar bem visível de forma a verem as intervenções que se estão a efectuar.




6. Desenvolve um Sistema de Sinalização.
É importante desenvolver um sistema de sinalização compreensível para o parque de bicicletas. Os sinais devem ser colocados á entrada de cada variante de acordo com o nível de dificuldade bem como à entrada do parque de bicicletas. A sinalização deve descrever correctamente a linha de saltos, regras elementares, avisos de risco do género “O Uso das pista está á tua responsabilidade”, contactos de emergência, etc.


8. Desenvolvimento de um Programa de Inspecção e Manutenção.
Saltos requerem uma manutenção contínua. Deves estar preparado para inspeccionar e manter um parque de bicicletas antes de iniciares a sua construção. Inevitavelmente, os estragos ocorrem das pessoas que andam quando os saltos se encontram ainda molhados, aterragens mal feitas, travagens, etc...





É importante desenvolver dentro dos usuários uma mentalidade que os encoraje e os leve a preservar e efetuarem pequenas intervenções que evitem a degradação mais rápida dos saltos. Limpem as ervas e mantenham sempre o parque limpo, coloquem contentores e sacos para o lixos, removendo-os com regularidade.




9. Desenha os saltos.
Desenhar um parque com um bom fluir requer competência, visão e criatividade. Planejar um parque seguro e previsível, mas que ainda dê alguma emoção e desafio. O Parque pode incluir todos os tipos de saltos, incluindo table-tops, gaps, step-ups, step-downs. O objetivo é que os obstáculos estejam seguidos para que o piloto passe de um salto para outro imediatamente. Idealmente o piloto não tem que travar entre os saltos.




É necessário permitir muito espaço de terreno limpo e suave para os lados dos saltos para as aterragens para quando se falha uma aterragem. Incluir um corredor para que os pilotos possam voltar ao início sem passar demasiado perto dos saltos. Quando decidires todas estas questões tens que fazer uma planta que tenha toda a propriedade com todos os obstáculos, incluindo dimensões, elevações e drenagem.


10. Inclui saltos para todos.
É importante construir linhas de saltos que ofereçam uma grande variedade de desafios desde pequenas lombadas até grandes saltos. A diversidade de linhas vai permitir aos pilotos evoluir nas suas capacidades gradualmente e vai criar um parque que é divertido para todos. Tipicamente as linhas de salto estão alinhadas lado a lado aumentando a dificuldade começando num ponto comum e indo todas na mesma direção.
   A oferta de aulas técnicas para ensinar a saltar e uso responsável dos saltos. “Saltar é tudo acerca da progressão” diz-nos o piloto profissional e construtor de saltos Jay Hoots. “Melhorar aptidões e subir para o próximo nível é que mantém todos os pilotos motivados”.


11. Mesas ou duplos?
   Mesas são saltos que tem um topo plano que permite ao piloto passar por cima do salto sem ter que se elevar no ar. Duplos, que também podem ser chamados gaps, utilizam uma rampa de descolagem e outra de aterragem sem nada pelo meio.
   Os pilotos têm que se lançar da descolagem para chegarem à aterragem. As mesas são essenciais para os principiantes e praticantes de nível baixo e intermédio. Porque não há um fosso para ultrapassar, as mesas são menos arriscadas que os duplos. Mas pilotos de alto nível procuram com frequência o desafio dos duplos e as mesas necessitam de muito mais terra que os duplos.
   Saltos de meia mesa ou saltos de camelo, são uma mistura destes estilos. Eles não têm um topo plano mas um piloto pode passar por cima deles se desejarem. Não interessa qual o estilo que escolhas, constrói as tuas linhas de um modo consistente. Se uma linha de saltos é de mesas, então todos os saltos tem que ser de mesas. Não surpreendas os pilotos com um duplo no meio de saltos que podemos passar por cima.



12. Medidas e Geometria
   A altura dos saltos para principiantes deve ser de 0,6 metros a 0,90 metros para aumentar a dificuldade adiciona 0,3 metros a 0,6 metros. O comprimento do salto de ser de 1,2 metros a 2,1 metros do topo do salto até a aterragem para os saltos de iniciados. O comprimento dos saltos deve ser proporcional à altura dos saltos e a sua inclinação para que os pilotos acertem na aterragem. Um salto com 1,5 metros de altura ou maior deve ter uma aterragem ainda mais ampla para permitir uma má aterragem em segurança.
   A distância entre a aterragem de um salto e a descolagem de outro deve ter cerca de 6,5 metros a 8 metros. O ângulo de descolagem e aterragem em saltos de iniciados não precisa de ser curvo ou a atirar para cima. As linhas mais difíceis podem ter saltos a atirar para cima com rampas que elevem os pilotos com suavidade para o ar.

13. Desenvolve um plano de construção.
    Chega a um acordo de como os saltos vão ser construídos e durante quanto tempo vai demorar a sua construção, quanto vai custar e quem vai fornecer o dinheiro, a terra, o equipamento e o trabalho. Ao fazer um bom planeamento vai evitar crises quando a construção estiver em curso.





14. Utiliza terra de qualidade.
   O melhor solo para a superfície de saltos deve ser peneirado com um alto teor de barro. O solo peneirado é ideal porque fica compactado e é fácil de moldar. Torrões que são difíceis de quebrar indicam demasiado teor de barro. Dependendo da quantidade de chuva na tua área, as fundações dos saltos terão que ser construídas com solos mais porosos, como gravilha ou areia. A terra de melhor qualidade deve ser reservada para as descolagens e aterragens. Se usares terra do local ou terra de baixa qualidade podes ter de usar uma peneira mecânica para retirar as pedras.


15. Nivelar o local para a drenagem.
  Visita o local durante um dia de muita chuva para saberes onde se vai escorrer e acumular a água. “A drenagem é tudo!” diz-nos Jay Hoots. “Se possível, o local deverá ter uma suave inclinação perpendicular `linha de saltos para assegurar uma drenagem correta”.
   Baixios que retenham as águas têm que ser preenchidos, especialmente se estiverem entre os saltos. Um parque de saltos bem drenado deve estar pronto a ser usado após chover e requer menos manutenção. Nunca usar saltos enlameados e coloca sinais a avisar que os saltos não devem ser usados enquanto não estiverem secos.

16. Construir e compactar os saltos (finalmente!)
A utilização de máquinas para movimentar terra e construir saltos é uma grande poupança de tempo. Quer estejas a construir com máquinas ou à mão os passos são os mesmos:

1 – Forma saltos em bruto a faltar cerca de 2 palmos de terra, depois vai aplicando o resto até à forma final.

2 – Usa um ancinho para remover as pedras e desfazer os torrões.

3 – Molha ligeiramente a superfície, apenas o suficiente poderes trabalhar a terra sem que escorra água e forme lama.

4 – Usa mais uma vez o ancinho para a forma final ao salto e começa a compactar o salto.

5 – Quando o salto já não estiver peganhento usa ferramentas e passagens de bicicletas para compactar a superfície. As arestas e aterragens tem que estar suaves e consistentes, portanto leva o seu tempo a compactar cada superfície convenientemente. 


17. Encoraja o envolvimento de todos.
   Envolver os pilotos desde o início vai facilitar a manutenção. “ Se queres saltar tens que cavar!”. Porque os saltos demoram tanto tempo a fazer e são tão frágeis, os pilotos têm que passar a mensagem. Segundo Timo Pritzel “A chave de um bom local de saltos é um grupo unido de amigos que está motivado para construir”.




Fonte original:http://www.cpfreeride.com/opt_TRILHOS_MakingOf.htm

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

TERRENOS DIFÍCEIS - Como usar seu 4x4

Para se sair bem em situações difíceis, é preciso mais do que coragem e espírito de aventura, é preciso conhecimento. Aqui você encontra informações preciosas para saber o que fazer em diferentes tipos de situação e terrenos.

Mata fechada
- Preste atenção aos espelhos retrovisores e à antena do rádio para não danificá-los no trajeto;
- Em veículo aberto, o cuidado com passageiros deve ser redobrado, evitando possíveis escoriações com galhos e espinhos;
- Caso tenha dúvidas sobre a segurança do trajeto, pare o carro e verifique se embaixo de folhas e troncos caídos existe algum buraco, depressão mais acentuada ou erosão no terreno;
- Não tente cortar caminho, mesmo com GPS e mapas de boa qualidade em mãos. Tomar essa decisão pode ser desastroso para a natureza.

Água
- Observe as condições das margens, tanto para a entrada como para a saída do veículo;
- Assegure que você está com os acessorios para travessia (snorkel): rio com corrente forte é sinal de leito não lamacento. Corrente fraca pode indicar presença de limo macio e profundo;
- Verifique a profundidade do rio (o aconselhável é até 50cm de profundidade) e possíveis obstáculos, como pedras e troncos;
- Certifique-se de que componentes elétricos estão protegidos, com graxa à base de silicone, nas partes mais vulneráveis;
- Aplique graxa nas partes mais expostas do veículo;
- Vá devagar para evitar a formação de "ondas"na frente do veículo;
- Depois da travessia, verifique pneus, radiador e funcionamento geral dos componentes.
- Acione os freios para secar suas pastilhas.


Subidas e descidas íngremes

- Engate a reduzida;
- Bloqueie o diferencial central (caso possua);
-Vá devagar, evitando bater a base do veículo;
- Não realize manobras bruscas;
- Como medida de segurança, prefira andar sempre acompanhado de outro veículo que tenha guincho;
- Evite frear em descidas escorregadias para que o veículo não saia da trajetória, utilize o freio motor ou o HDC.


Barro/Lama
- Faça um reconhecimento a pé para antever problemas;
- Verifique a existência de paus ou pedras cobertos que possam furar um pneu ou bater embaixo do veículo;
- Observe a existência de valas profundas em que haja a possibilidade de atolar. Utilize-se de um pedaço de pau ou bambu para medir a profundidade do alagadiço;
- Mantenha a velocidade baixa e constante;
- Não acelere demais, isso faz com que os pneus percam a aderência e patinem;
- Evite passar em facões feitos por outros carros, em especial se forem profundos. Prefira o terreno mais irregular.


Areia
- Procure evitar areia fofa;
- Previna-se carregando sempre uma pá plana para caso de afundamento;
- Se o veículo afundar, tome cuidado para não apoiar os eixos;
- Acelere pouco, mantenha velocidade constante;
- Na praia, verifique as tábuas de maré e evite circular perto da água;
- Se o carro encalhar, confira mais uma vez a tábua de marés e busque rapidamente auxílio;
- Passe com cuidado por filetes de rio ou pequenos riachos;
- Em piçarras - terreno que une areia e cascalhos - jamais use os freios bruscamente. Reduza a velocidade reduzindo as marchas e dando leves toques no pedal;
- Em dunas, procure andar sobre a vegetação rasteira (onde o terreno é mais firme), desça o morro em marcha reduzida e peça sempre ajuda a pessoas acostumadas com o terreno.

Rocha

- Em inclinação rochosa, a força de tração é mais importante do que a potência;
- Mantenha o veículo em baixa marcha.


Pontes mal conservadas
- Desça do carro e analise a ponte, buscando mapear os lugares em que a madeira esteja em melhores condições;
- Caso após a inspeção ainda haja dúvida sobre a segurança do local, procure um desvio;
- Se a travessia for inevitável, passe devagar e em velocidade constante pelos lugares que estiverem mais firmes;
- Reforçar a estrutura com galhos ou pedaços de madeira pode garantir um pouco mais de segurança.


Poeira
- Feche as janelas e ligue o ar-condicionado ou ventilação para pressurizar o interior do veículo.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Monte Roraima: " O Mundo Perdido"

Monte Roraima

Quando o médico e escritor Arthur Conan Doyle publicou em 1912 a primeira edição de "O Mundo Perdido" (The Lost World), a grande maioria de seus leitores pensou que o imenso platô no meio da Amazônia, onde dinossauros e tribos pré-históricas viviam milhões de anos após sua extinção também era fruto de sua imaginação.


Primeira Edição do livro de Conan Doyle
Este livro inspirou dezenas de outras histórias, entre elas "Jurassic Park"de Michael Crichton

Porém, o criador de Sherlock Holmes, um dos mais conhecidos personagens da história da literatura criminal inglesa, estava usando sua imaginação em quase todo o enredo, mas inspirou-se nos relatos dos exploradores amazônicos do início do século, notadamente Percy H. Fawcett, sobre um fascinante local no norte da Amazônia, na tríplice fronteira entre Venezuela, Brasil e Guiana para definir as "locações" de seu romance. Este local é o  Monte Roraima

Monte Roraima surgindo entre as nuvens
Foto de Uwe George (National Geographic)

Paredões de Pedra, enormes Quedas d'Água, Piscinas Naturais, Cavernas, Rochas em formatos que desafiam a gravidade, Florestas Petrificadas, Plantas e Animais endêmicos estão entre as atrações desta região de tirar o fôlego. As formações rochosas da região tem mais de 2 bilhões de anos, uma época em que sequer os continentes haviam se separado.

O impressionante platô do Monte Roraima (17km x 6km)
by Marek Audi

Sempre acima das nuvens (mais de 2.700 metros de altitude)
Foto de Daniel Novák

Os campos de Roraima são dominados pela presença dos "Tepuys"
Foto de Jacek Staroszcyk

Paredões que parecem intransponíveis
Foto de Csar13

O "onipresente" Monte Roraima
Foto do Oxford University Cave Club

Curiosa formação Rochosa

Milhões de Anos de erosão

Locais incríveis aguardam os visitantes 

Piscina Natural de águas cristalinas. 
Apesar do clima ameno no alto do platô, ainda fazem a alegria dos turistas

"El Foso"
Foto de Yosemite

Cavernas também são encontradas na região

Quase 100 anos após a publicação de "O Mundo Perdido", os turistas que visitam este paraíso ainda se impressionam com a imponência do local. A maioria chega ao alto do platô com 17Km de extensão pelo lado venezuelano, utilizando como base a cidade de Santa Elena de Uiarén. 

Catedral da cidade venezuelana de Santa Elena de Uiarén, 
principal ponto de acesso ao Monte Roraima

A partir do Brasil é mais difícil: os turistas devem ir até a pacata Boa Vista, a capital do Estado de Roraima, conhecida como a mais bela e organizada cidade da região norte do Brasil, e de lá dirigir-se até a base do Monte, numa viagem de aproximadamente 10 horas, entre percursos em veículos 4x4 e caminhadas. O Estado de Roraima tem aproximadamente o tamanho do Reino Unido e uma população total semelhante à cidade de Jundiaí, em São Paulo.

Avenida em Boa Vista, capital de Roraima. Um cidade planejada.

Vista aérea do principal parque da cidade

Noite em Boa Vista. A única capital brasileira localizada totalmente no Hemisfério Norte
Foto de Marcelo Seixas

Na língua dos  índios Pemon, que habitam a região, estas imensas formações são chamadas de "Tepuys", que significam "Casa dos Deuses". Os que tiveram o privilégio de conhecer o Monte Roraima dizem que a sensação de chegar a um lugar perdido no tempo e espaço, no topo do mundo, ainda é bem real.

Monte Roraima visto pelo lado venezuelano