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sábado, 9 de abril de 2011

Desmatamento acelera 91% em Amazonas

De agosto de 2010 até fevereiro de 2011 a Amazônia perdeu 1.255 quilômetros quadrados de floresta. Isso é muita coisa, mais ainda quando a gente compara ao mesmo período entre 2009 e 2010, quando houve redução de 7% no ritmo do desmatamento. Por conta disso, o Ministério do Meio Ambiente vai conversar com os governos estaduais para avaliar a real situação da Floresta.
Por outro lado, Pará e Mato Grosso, antigos campeões de derrubadas, conseguiram se distanciar da ponta do ranking gerado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Infelizmente, outros estados tomaram a frente. Caso de Amazonas que registrou aumento de 91% no ritmo de derrubadas. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira afirma: “Há um crescimento que permanece em estados como Rondônia, Amazonas e Maranhão, que começaram a aparecer continuamente como regiões de aumento de desmatamento”.
Acre e Tocantins também registraram aumento, mas o número de cortes reais não é grande nesses estados. A ministra informou que vai convocar os governos estaduais da região da Floresta para avaliar a situação dos estados que estão registrando o aumento do desmatamento. “Precisamos nos antecipar ao desmatamento”, afirmou a ministra.
Essa antecipação já vem tendo atenção do governo. Por conta das chuvas, a abertura de novas áreas só começava em abril ou maio, porém esse ano o processo foi antecipado, segundo a ministra. Por conta disso, o Ibama já está mudando sua estratégia de fiscalização.
A ministra Izabella ainda completou dizendo que “As ações de caráter preventivo começaram a virar ações de caráter repressivo. Percebemos que o desmatamento está acontecendo mesmo no período de chuvas. É inovador. Estamos discutindo que dinâmica é essa que está adiantando o desmatamento”.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O Ministério Público de Pernambuco realiza o Seminário Estadual sobre os Impactos Ambientais na Área Gesseira



Em quinze anos, de 1989 a 2004, 17% da caatinga (168.752 hectares) foram desmatados para abastecer os fornos das calcinadoras do Araripe, que transformam o minério gipsita em gesso, segundo levantamento de 2005 da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (SECTMA).
Os impactos causados pela atividade serão tema do Seminário sobre impactos ambientais na área gesseira, no Sertão, dias 19 e 20, das 18h às 22h, com 180 vagas. Será no auditório do Centro Tecnológico do Araripe, em Araripina. A carga horária, de oito horas, inclui visitas de campo, pois no segundo dia, pela manhã, haverá visitas a mineradora, calcinadora e fábrica de pré-moldados. Inscrições até dia 17 pelo telefone 3182-7348. Veja programação completa abaixo. (Foto de Beto Figueiroa/JC Imagem, 16/02/2006) - Fonte: Verônica Falcão.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Desmatamento


O governo do Estado de Pernambuco publicou uma lei autorizando a supressão vegetal de 516,8 hectares, entre Salgueiro e Ipojuca, na área que será implantada a Ferrovia Transnordestina. O empreendimento vai ligar os portos de Pecém, no Ceará, e o de Suape, em Pernambuco, à cidade de Eliseu Martins, no Piauí. Os ambientalistas criticaram a medida alegando que faltou discussão sobre o impacto ambiental da obra, principalmente no bioma da caatinga (vegetação típica do Sertão nordestino).
“É inegável que precisamos de um sistema ferroviário. O que estamos questionando é a forma de fazer a lei. Uma discussão sobre o assunto poderia evitar que, por exemplo, se desmatasse uma área totalmente preservada, quando, às vezes, cinco quilômetros ao lado desse local está uma área degradada”, argumentou o coordenador da Associação Pernambucana de Defesa da Natureza (Aspan), Alexandre Araújo.
“A principal crítica que fazemos sobre esse processo foi a falta de discussão sobre os impactos ambientais”, comenta um dos coordenadores da Associação Ecológica de Cooperação Social (Ecos), Alexandre Moura.
A lei estadual nº 13.884 prevê a supressão vegetal em 211,2 hectares de caatinga arbórea arbustiva, 175,7 hectares de caatinga arbórea, 21,4 hectares de caatinga arbustiva, 64,6 hectares de Mata Atlântica e 43,9 hectares de mata em cultivo agrícola.
A Aspan chegou a encaminhar uma denúncia formal contra a supressão vegetal dessa área ao Ministério Público Federal (MPF). A argumentação da denúncia é que faltou discussão sobre os impactos ambientais da obra, o traçado da ferrovia e também uma análise mais profunda do Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima) para adaptar o projeto aos interesses locais.
O MPF enviou a denúncia da Aspan para o Ministério Público Estadual (MPE) e pediu algumas informações ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). “O Ibama nos informou que não há parque federal de preservação ambiental nesse traçado”, afirmou o procurador da República que atua no MPF em Serra Talhada, Marcial Duarte Coelho, acrescentando que o MPF vai acompanhar o processo.
O projeto de lei pedindo autorização para a supressão vegetal estava tramitando na Assembleia Legislativa desde abril último. A empresa que está à frente da implantação da ferrovia, a Transnordestina Logística (antiga Companhia Ferroviária do Nordeste, CFN) já conseguiu a licença ambiental para construir esse trecho do empreendimento. Falta a contratação da construtora do trecho Salgueiro-Ipojuca. Já existe um trecho (Missão Velha-Salgueiro) em obras. O investimento total é de R$ 5,4 bilhões.

sábado, 19 de setembro de 2009

Desertificação

Desertificação é um fenômeno em que um determinado solo é transformado em deserto, através da ação humana ou processo natural. No processo de desertificação a vegetação se reduz ou acaba totalmente, através do desmatamento Neste processo, o solo perde suas propriedades, tornando-se infértil (perda da capacidade produtiva).No Brasil, a desertificação vem aumentando, atingindo várias regiões. Nordeste (região do sertão), Pampas Gaúchos, Cerrado do Tocantins e o norte do Mato-Grosso e Minas Gerais são áreas do território brasileiro afetadas atualmente pela desertificação. A desertificação gera vários problemas e prejuízos para o ser humano. Com a formação de áreas áridas, a temperatura aumenta e o nível de umidade do ar diminui, dificultando a vida do ser humano nestas regiões. Com o solo infértil, o desenvolvimento da agricultura também é prejudicado, diminuindo a produção de alimentos e aumentando a fome e a pobreza. A formação de desertos elimina a vida de milhares de espécies de animais e vegetais, pois modifica radicalmente o ecossistema da região afetada. A desertificação também favorece o processo de erosão do solo, pois as plantas e árvores não existem mais para "segurar" o solo.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O passo da insensatez cada vez mais largo

Em 2004, o setor madeireiro extraiu o equivalente a 6,2 milhões de árvores. Após o processamento principalmente no Pará, Mato Grosso e Rondônia, a madeira amazônica foi destinada tanto para o mercado doméstico (64%) como para o externo (36%). O Pará é o principal produtor de madeira amazônica, representando 45% do total produzido e concentra 51% das empresas madeireiras.
A industrialização ocorre ao longo dos principais eixos de transporte da Amazônia. Alguns dos graves problemas são o caráter migratório da indústria madeireira e o baixo índice de manejo florestal. Madeireiros tem construído milhares de quilômetros de estradas não-oficiais em terras públicas.