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sábado, 28 de julho de 2012

Joelho gera energia para navegar durante as caminhadas


Joelho gera energia para navegar durante as caminhadas
O anel externo possui 72 "dentes" que acionam quatro transdutores bimorph, responsáveis pela geração de energia. [Imagem: Pozzi et al./SMS

Exogerador
Você logo poderá contar comsapatos geradores de energia.
Mas, se você gosta de fazer caminhadas e não se importa em carregar um artefato extra, usar seus joelhos como geradores de energia pode ser uma opção mais potente.
Michele Pozzi coordenou uma equipe de engenheiros de três universidades do Reino Unido para criar um aparelho de colheita de energia circular que vira uma espécie de exoesqueleto ao redor do joelho - com a diferença que, em vez de auxiliar o movimento, ele aproveita o movimento para gerar eletricidade.
Transdutor bimorph
O aparelho consiste de um anel externo, que faz um movimento de vaivém ao redor de um eixo central.
O anel externo possui 72 "dentes" que acionam quatro palhetas geradoras de energia, conectadas ao eixo interno.
Quando cada dente toca uma das quatro palhetas centrais, elas vibram como se fossem cordas de um violão.
Joelho gera energia para navegar durante as caminhadas
O protótipo, aqui em testes de bancada, gera 2 mW de potência, mas poderá chegar aos 30 mW. [Imagem: Pozzi et al./SMS]
Cada palheta é um gerador piezoelétrico - um tipo de transdutor conhecido como bimorph  - que produz eletricidade enquanto durarsua vibração.
Joelho gerador
Com o movimento repetitivo de flexão dos joelhos, os transdutores bimorphvibram quase continuamente, o que permite gerar uma potência razoável para equipamentos desse tipo.
O protótipo produz cerca de 2 miliwatts (mW) de potência, mas ospesquisadores afirmam que, com algumas melhorias já idealizadas, ele poderá chegar aos 30 mW - a maioria dos nanogeradores tem potências na faixa dos microwatts.
Segundo a equipe, o joelho é um ponto de partida ideal para a geração de eletricidade pelo movimento do corpo humano devido à grande variação de ângulo, à velocidade significativa e à repetição contínua do movimento.

domingo, 20 de novembro de 2011

Brasil instalará laboratório autônomo na Antártica



Criosfera 1
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) está em fase final de preparação de um laboratório único, que será levado para o interior da Antártica.
Batizado de Criosfera 1, o módulo em forma de contêiner será um laboratório completo, isolado termicamente e capaz de funcionar de forma autônoma no ambiente inóspito da Antártica.
Ele será o primeiro laboratório desse tipo instalado no interior antártico, capaz de funcionar 24 horas por dia, sem a necessidade de técnicos acompanhando as operações.
Os dados coletados serão enviados para os cientistas no Brasil, via satélite.
Laboratório sustentável
Dotado de painéis solares e geradores eólicos, o Criosfera 1 é catalogado como sustentável por não utilizar combustível fóssil para seu funcionamento.
O Criosfera 1 irá coletar dados meteorológicos, como velocidade dos ventos e temperatura, e realizar medições da composição química da atmosfera da região.
Durante o primeiro ano de funcionamento do módulo, os cientistas brasileiros vão investigar as consequências climáticas da redução da camada de ozônio sobre o Pólo Sul e o transporte atmosférico de poluentes para o ar da região.
Os resultados obtidos pelo Criosfera irão se somar às pesquisas realizadas na estação antártica brasileira Comandante Ferraz, localizada a 62° de latitude sul, na borda do continente.
Quase no Pólo Sul
A instalação dos sistemas de energia e equipamentos, um trabalho que será concluído até o final de setembro, está sendo feito em São José dos Campos (SP).
"Estes equipamentos estão sendo desenvolvidos, integrados e testados aqui no INPE. Também faremos a adaptação dos sistemas para facilitar a logística na instalação do módulo no continente antártico e outros serviços para favorecer o trabalho e a convivência dos pesquisadores no período que irão permanecer no local", explica Marcelo Sampaio, pesquisador do INPE que acompanhará a instalação do módulo na Antártica, prevista para dezembro.
A seguir, o Criosfera 1 seguirá para Porto Alegre, de onde iniciará a viagem para a latitude 85°S, a cerca de 500 quilômetros do Pólo Sul geográfico.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Arquitetura verde: Jardins suspensos urbanos



Rua vertical


Seu nome é Jardins de Cristal (Crystal Gardens), uma referência direta à interessante combinação de vidro e verde.Mas os seus criadores, da CK Designworks, em Melbourne, na Austrália, afirmam ser uma rua vertical. A cada seis andares do edifício de 35 andares, que será construído lá mesmo em Melbourne, haverá jardins com dimensões suficientes para o cultivo de árvores de até 10 metros de altura.
Mas não é só isso: todo o edifício estará apresentando as últimas novidades em tecnologia verde.


Coleta de água da chuva


Embora jardins nos telhados e varandas paisagísticas não sejam exatamente uma novidade, o arquiteto Robert Caulfield diz que esta é a primeira vez que cinco jardins comuns serão construídos no mesmo edifício.
Para conseguir essa façanha, os jardins de 120 metros quadrados de área de 10 metros de altura cada um serão contidos em caixas, apoiadas em suportes estruturais para sustentar o peso do solo e das árvores.
O edifício usará ainda vidros capazes de refletir o calor e iluminação alimentada por energia solar.
Como o terreno tem apenas 360 metros quadrados, as paredes externas do prédio - mais de 8.000 metros quadrados - serão usadas para capturar a água da chuva.


"Isso é raro", diz Caulfield. Normalmente, os ventos fortes "golpeiam a chuva para fora do edifício".


Para evitar isso, serão usadas varandas triangulares e uma fachada irregular para reduzir o movimento lateral do vento, minimizando a fuga da água. O sistema de coleta de água será integrado à rede de abastecimento do edifício, sendo utilizada para a rega dos jardins e nos banheiros.


Aquecimento e refrigeração


Os sistemas de aquecimento e refrigeração também foram projetados em torno dos jardins. Os edifícios convencionais ou usam aparelhos individuais de ar-condicionado, ou longos tubos que bombeiam água quente ou fria ao longo de todo o edifício.


"Nós usamos uma versão híbrida," disse Caulfield. Um sistema de refrigeração instalado em cada jardim irá bombear a água para apenas seis andares, três acima e três abaixo. "Os tubos curtos minimizam a perda de aquecimento ou de arrefecimento", diz ele. O prédio, que abrigará lojas, escritórios e 154 apartamentos, deverá estar pronto até 2014. Caulfield contou que seu próximo projeto será a construção de fábricas verticais em Nanjing, na China.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Tenda inflável vira concreto quando regada






Tenda que endurece


Dois engenheiros britânicos inventaram uma tenda que, ao ser regada com água, se transforma em um abrigo de concreto. A invenção de Peter Brewin e Will Crawford ganhou diversos prêmios e já está sendo usada em países em desenvolvimento, como na Etiópia. A tenda produzida pelos engenheiros é inflável. Do lado de dentro, há um revestimento de plástico, e por fora ela é feita com o tecido especial, que contém concreto.
Uma vez inflada, a tenda é presa ao chão com pregos de metal. Em seguida, ela é regada com água, que não precisa necessariamente ser potável ou doce.
Em 24 horas, o tecido de concreto endurece e a tenda está pronta para ser usada.


Abrigo permanente


Os engenheiros estimam que com uma hora de trabalho duas pessoas conseguem erguer uma tenda que ocupa 54 metros quadrados. Como nos prédios convencionais, a tenda pode ser perfurada e receber fiação, tomadas e luzes no teto. Eles dizem que as tendas são alternativas viáveis para campos de refugiados, já que os abrigos podem durar décadas, são a prova de fogo, podem ser fechados com portas e não atingem grandes temperaturas sob o sol.


Preço de casa


Atualmente o maior problema da invenção é o seu alto custo. Cada tenda custa US$ 16 mil (mais de R$ 25 mil). Brewin admite que o preço é alto, sobretudo para entidades que trabalham em países pobres e possuem recursos limitados. O engenheiro diz que o problema do custo pode ser resolvido se houver maior demanda no futuro.


"Se nós estivéssemos produzindo em escala, nós poderíamos cortar substancialmente uma parte do custo. Mas para atrair esse tipo de pedidos, nós teríamos que já ter um preço mais barato agora", diz Brewin.


"Se você a compara com uma tenda comum, ela é mais cara e mais pesada. Se você a compara a um prédio permanente, ela é mais leve e mais rápida [de ser construída]."


A novidade já foi testada na Etiópia, para auxiliar em projetos de agricultura. Os engenheiros estão atualmente trabalhando com entidades no Japão, para ajudar no processo de reconstrução das áreas atingidas pelo tsunami em março deste ano.

Tecnologia permite que alpinista cego veja montanhas com a língua






Sabor visual


  Três décadas depois de ter perdido a visão, o americano Erik Weihenmayer é capaz de praticar esportes radicais e escalar montanhas.
  Com a ajuda de um aparelho chamado BrainPort, ele consegue perceber o ambiente ao seu redor através de sua língua. Erik usa óculos com câmeras, que enviam imagens a um computador preso à cintura. O computador traduz as imagens em uma foto de baixa resolução do ambiente. Esta imagem, então, é enviada a uma das partes mais sensíveis do corpo de Erik: sua língua.


Estimuladores elétricos


  Em um dispositivo que ele coloca na boca, centenas de minúsculos estimuladores elétricos tentam traduzir em pequenos choques as imagens que mais se destacam perante a câmera. O alpinista conta que os estímulos criam linhas, formas e, por fim, imagens que são reinterpretadas pelo seu cérebro.
 O dispositivo lhe dá um sendo de espaço e, com a ajuda de uma segunda pessoa, permite que ele possa praticar o alpinismo.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Brasil tem uma das maiores reservas de terras raras do planeta



O Brasil pode ser dono de uma das maiores reservas de terras raras do planeta, mas, hoje, praticamente não explora esses recursos minerais.
As terras raras são usadas em superimãs, telas de tablets, computadores e celulares, no processo de produção da gasolina, e em painéis solares.
Estimativas da agência Serviços Geológico Norte-Americano (USGS), apontam que as reservas brasileiras podem chegar a 3,5 bilhões de toneladas de terras raras.
De olho no potencial brasileiro, a Fundação Certi, de Santa Catarina, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo, e Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), do Rio de Janeiro, estão se articulando para dar apoio à iniciativa privada, caso o Brasil decida explorar esses recursos minerais e entrar no mercado.


Reservas de terras raras


Um mercado hoje inteiramente dominado pela China, responsável por 95% da produção e dona de 36% das reservas conhecidas. O valor do mercado mundial dos óxidos de terras raras é da ordem de US$ 5 bilhões anuais.


"Estamos nos estruturando para, caso alguém se interesse por entrar na mineração, a gente poder apoiar as iniciativas. Temos alguns projetos de pesquisa, mas começamos devagar porque se não amadurecer a mineração de terras raras no Brasil, não tem sentido a gente investir em pesquisa e desenvolvimento para exploração e produção", afirma Fernando Landgraf, diretor de inovação do IPT.
Como parte da ação das entidades acadêmicas de colocar o assunto em discussão e contribuir para o debate, Landgraf publicou um artigo no jornal Valor Econômico no dia 13 de abril, chamando a atenção para o potencial brasileiro.
Nos 3,5 bilhões de toneladas de terras raras, após os processos industriais que concentram e separam os elementos químicos que ocorrem de forma agregada nos minérios, há 52,6 milhões de toneladas de metal.
Essa estimativa do USGS consta no documento Os principais depósitos de elementos terras rara nos EUA - Um resumo dos depósitos domésticos e uma perspectiva global.
Com base em dados do geólogo da CPRM, Miguel Martins de Souza, publicados em revista científica especializada, a USGS calculou também que a reserva de 2,9 bilhões de toneladas de terras raras na mina de Seis Lagos, na Amazônia, resultaria em 43,5 milhões de toneladas de metal contido.
Em Araxá, Minas Gerais, em uma mina explorada pela Vale, haveria o segundo maior depósito brasileiro: a estimativa dada pelo documento é de 450 milhões de toneladas de terras raras e 8,1 milhões de metal contido para essa mina.


Terras raras


As terras raras são 17 elementos químicos muito parecidos, mas que diferem no número de elétrons em uma das camadas da eletrosfera do átomo. São agrupadas em uma família na tabela periódica porque ocorrem juntos na natureza e são quimicamente muito parecidos.




Também têm como característica comum os nomes complicados: lantânio, neodímio, cério, praseodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, túlio, itérbio, escândio e lutécio.
Apesar do nome sugerir, esses metais não são tão raros como o ouro, por exemplo.
Se, até poucos anos atrás, não compensava para o Brasil entrar no setor, por não haver condições de competição com a China, o potencial das reservas brasileiras e o aumento dos preços das terras raras no mercado internacional podem tornar o negócio economicamente viável, defende o diretor do IPT.


Terras raras no Brasil


No Brasil também se observa alguma movimentação. O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, conversa com a Vale sobre a possibilidade de a mineradora entrar no negócio, algo que precisará do apoio do governo, de condições de financiamento favoráveis, melhoria no transporte e logística e de investimentos em P&D para que o empreendimento possa competir com a produção chinesa, como apontou reportagem do jornal Valor Econômico de 11 de maio.


"Cerca de 10 empresas no Brasil estão discutindo o tema [entrar na produção de terras raras]. A Vale é citada por ser a maior, mas há outras interessadas, que não se manifestam publicamente", conta o diretor do IPT.


Outra iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) está na negociação de um acordo de cooperação técnica em inovação com a Alemanha, pelo qual a projetos-pilotos de produção de superimãs, que usam terras raras, receberia apoio do Instituto Fraunhofer, conforme a citada reportagem do jornal paulista.
Outra iniciativa do governo, e que ganhou pouco destaque até agora, é a da empresa CPRM Serviços Geológicos do Brasil, vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). Ela começou a executar em 2011 o projeto Avaliação do Potencial dos Minerais Estratégicos do Brasil, que vai identificar novas áreas em todo o território brasileiro onde pode haver ocorrência de terras raras. O projeto deve durar três anos e receber R$ 18,5 milhões em recursos, vindos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Somente em 2011 o governo planeja investir quase R$ 2,4 milhões no projeto, segundo a CPRM.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Helicóptero a pedal consegue sair do chão

Helicóptero a pedal consegue sair do chão
Judy Wexler, uma estudante de biologia de 24 anos de idade, pedalou furiosamente o Gamera. [Imagem: UMD/Gamera Team]

   Judy Wexler, uma estudante de biologia de 24anos de idade, pedalou furiosamente o Gamera - o nome do helicóptero a pedal - até que ele levantasse ligeiramente do chão. O feito representa um recorde para um voo de um helicóptero a pedal acionado por uma mulher. Os números, contudo, parecem decepcionar: na primeira tentativa, o Gamera manteve uma altitude entre 7,5 e 12,5 centímetros por 4 segundos. A seguir, foi obtida uma marca de 20 centímetros, durante 20 segundos. Os estudantes alegam que uma tentativa não-oficial, sem observadores da NAA (National Aeronautical Assocation), teria alcançado 70 centímetros por 24 segundos.

Helicóptero a pedal consegue sair do chão
O helicóptero Gamera tem quatro rotores de 13 metros de largura, um em cada um dos seus quatro braços de 18 metros de extensão. [Imagem: UMD/Gamera Team]
Helicóptero a pedal
    O helicóptero Gamera tem quatro rotores de 13 metros de largura, um em cada um dos seus quatro braços de 18 metros de extensão. A aeronave inteira pesa menos de 100 quilogramas, incluindo a piloto. Os materiais usados em sua construção incluem madeira balsa, espuma, mylar e fibra de carbono. O helicóptero a pedal aproveita um efeito chamado efeito solo, um aumento na sustentação obtida quando uma aeronave voa muito próximo ao chão. O Gamera leva a ideia ao máximo, mantendo quase a totalidade dos rotores junto ao chão.
O impulso é gerado por dois pedais, um acionado pelos pés e outro pelas mãos.
Prêmio Sikorsky
O objetivo do projeto é participar do Sikorsky Prize, que oferece US$250.000,00 para a primeira equipe que construir um helicóptero acionado unicamente pela força humana
Para vencer o desafio, o helicóptero deverá ser capaz de voar por 1 minuto e atingir uma altitude momentânea de 3 metros, sem que seu centro saia de um perímetro de 10 metros quadrados.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Noruega construirá laboratório marinho futurístico

Super laboratório marítimo




     Enquanto cientistas brasileiros sonham em aproveitar uma plataforma de petróleo desativada para construir um laboratório marinho, os noruegueses estão planejando algo mais high-tech.
     Lembrando a ligação histórica do país com os mares, e vislumbrando a dependência futura dos recursos oceânicos, pesquisadores e engenheiros da Noruega apresentaram a proposta inicial de um super laboratório marítimo, que tem um objetivo bem claro: transformar o país em um líder internacional em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias marinhas.




Conhecimento e tecnologia


     "Nós não sabemos ainda do que precisaremos para entender o oceano nos próximos 50 anos, mas está claro que serão necessários avanços em termos de conhecimento e de tecnologia," afirma o consórcio de institutos de pesquisa e empresas privadas que estão viabilizando Ocean Space Centre. O termo Space tem uma dupla conotação, de espaço voltado para as pesquisas oceânicas, mas também como uma referência ao avanço das tecnologias espaciais e seus prospectos futurísticos.




Tecnologia na prática


    Sintomaticamente, o laboratório marinho será financiado pelo Ministério da Indústria e Comércio, mostrando a visão prática que guia o projeto, voltado para o desenvolvimento de tecnologias e para a exploração sustentada de recursos oceânicos.
    Além de biologia marinha, meio ambiente e ciências da vida em geral, o Ocean Space Centre fará pesquisas na área de energia - geração de energia a partir das ondas e marés - mineração e pesca.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Intel usa algas para reduzir emissões de CO2

No vídeo aí de cima, o funcionário da Intel explica como funciona o projeto para reduzir as emissões de gases na fábrica de processadores de computador.
Brad Biddle explica que as chaminés da fábrica levam o gás até tanques com algas que removem o CO2 do ar. Essa parte já funciona bem, mas agora eles querem conseguir criar essa alga em grande escala e conseguir medir a quantidade exata de gás que elas conseguem retirar o ar.

Essas algas também são utilizadas na criação de biodiesel! Ou seja: Elas limpam o ar e, quando ficam “maduras”, viram combustíveis para carros, ônibus e todos os outros transportes a biodiesel.
Por conta dessas inovações, o prédio ganhou o selo LEED que go reconhece internacionalmente como sustentavel. A Intel está feliz com os resultados e diz que quer acabar com suas emissões e servir de exemplo para outras empresas.

sábado, 16 de abril de 2011

Série Alienígenas do Passado


Alienígenas do Passado é uma série que explora os 75 milhões de anos de provas contundentes sobre a vida dos extraterrestres no planeta Terra - desde a era dos dinossauros ao Antigo Egito, até os céus azuis de hoje do oeste do Arizona, nos Estados Unidos.  Algumas teorias asseguram que os extraterrestres vêm interagindo com os habitantes da Terra no decorrer dos séculos, e que mudaram o curso da história humana.

Os episódios são:


CARRUAGENS, DEUSES E ALÉM

 
É possível que a origem da vida terrestre esteja no espaço? Alienígenas teriam visitado a Terra há milhares de anos e os homens primitivos passaram a venerá-los como deuses? Monumentos como Stonehenge e a Ilha de Páscoa seriam os últimos vestígios dessas visitas? O programa busca respostas para essas perguntas, analisando as evidências que apontam a existência dos extraterrestres e sua passagem pela Terra.




OS VISITANTES

 
A origem e as características dos extraterrestres são descritas de forma diferente ao redor do mundo. O povo Dogon afirma já ter tido contato com um deus astral chamado Amma e recebido informações sobre uma galáxia distante. Os Hopi e os Zuni celebram as kachinas, deuses cujos chapéus e vestimentas são semelhantes a capacetes modernos e trajes espaciais. Já os chineses falam da vinda à Terra de um dragão amarelo voador, que teria levado Huangdi, líder dos Han. Examinando essas diferentes concepções, o programa mostra se os extraterrestres já interagiram com os habitantes da Terra e se eles também modificaram o curso da história humana.




A MISSÃO

 
Se alienígenas realmente visitaram a Terra no passado, qual teria sido a sua missão? Indícios presentes em muitas culturas sugerem que os alienígenas vieram para explorar, buscar matéria-prima, fazer experiências científicas com seres terrestres ou simplesmente conquistar o Planeta. O programa investiga se eles poderiam retornar à Terra algum dia.




AS EVIDÊNCIAS

 
Os extraterrestres deixaram algum legado na Terra? Textos hindus datados de seis mil anos a.C. descrevem em detalhes máquinas voadoras chamadas de Vimanas. As estruturas monolíticas egípcias em pedra representam um trabalho de precisão. O programa examina a relação dos alienígenas com a tecnologia avançada que existiu no passado.




CONTATOS IMEDIATOS

 
Desde a época bíblica até os dias de hoje, há uma série de relatos que descrevem encontros com seres humanos e visões de objetos misteriosos no céu. O canal investiga essas evidências com o objetivo de mostrar se os alienígenas sempre ficaram entre os humanos. 




A VOLTA

 
Segundo alguns eventos ocorridos no século XX, entre eles uma batalha área entre aviadores militares americanos e um suposto OVNI em 1942, os extraterrestres poderiam ter feito contato nessa época com alguns humanos. O programa mostra que há décadas estão sendo feitas tentativas para captar sons inteligentes e enviar mensagens ao espaço, mas até hoje não se conseguiu nenhuma resposta. Mas o que aconteceria se os extraterrestres voltassem à Terra?

sábado, 9 de abril de 2011

SpaceX anuncia a construção do foguete mais potente do mundo

  A SpaceX (Space Exploration Technologies), fabricante das naves tripuladas Dragon, anunciou planos para construir o foguete mais potente do mundo.
  A empresa já testou com sucesso seus modelos Falcon 1 e Falcon 9, este último a ser utilizado para levar cargas para a Estação Espacial Internacional, em um contrato com a NASA.


Falcão Forte


  O novo foguete, chamado Falcon Heavy, será capaz de levar 53 toneladas até a órbita baixa da Terra - onde está a Estação Espacial -, mais do que qualquer outro foguete existente na atualidade.
Apenas o histórico Saturno 5, usado pela NASA para enviar astronautas à Lua, foi capaz de carregar mais peso para o espaço - 118 toneladas. O moderno Ariane 5 tem capacidade para 21 toneladas. Uma carga de 53 toneladas representa mais do que o peso total de um Boeing 737-200, lotado com bagagens e 136 passageiros. Ou seja, o Falcon Heavy será capaz de levar ao espaço o equivalente a três vezes a carga útil desse avião.
  O Falcon Heavy terá 69,2 metros de altura, 11,6 metros de largura total e pesará 1.400 toneladas quando pronto para o lançamento.
SpaceX anuncia a construção do foguete mais potente do mundo
Falcon Heavy será o primeiro foguete a ter uma interligação de combustíve
l entre os propulsores laterais e o propulsor central. [Imagem: SpaceX


Lua e Marte


  A SpaceX planeja usar o foguete para levar satélites artificiais até órbitas geoestacionárias, mas não descarta a possibilidade de planos futuros para enviar astronautas para a Lua ou outros destinos - o que 
exigiria múltiplos lançamentos do foguete para a montagem e preparação de uma nave completa no espaço. O super foguete também atenderá às exigências da NASA para voos tripulados, o que inclui um sistema triplo de aviônica e margem de segurança estrutural 40% acima do peso a ser efetivamente transportado. Mas o Congresso Norte-Americano parece querer mais: os congressistas estão propondo a criação do Super Heavy Lift Rocket Program, para a construção de um foguete super pesado, com uma capacidade de carga útil entre 70 e 130toneladas, com vistas a uma missão a Marte.


Troca de combustível


   O estágio principal do Falcon Heavy consistirá em três estágios principais do Falcon 9. Cada motor terá um escudo de proteção, que evitará que problemas em um deles se espalhe pelos demais e comprometa a segurança do foguete. A maior novidade, contudo, é que o novo foguete será o primeiro a ter uma interligação de combustível entre os propulsores laterais e o propulsor central: o combustível restante nos propulsores laterais será transferido para o tanque central antes que os dois sejam ejetados. Isto significa que, após a separação, o estágio central estará com seu tanque praticamente cheio. Segundo a empresa, o mecanismo dará ao Falcon Heavy uma potência equivalente à de um foguete de três estágios. O mecanismo de interligação de combustível só será necessário para cargas acima de 50 toneladas, podendo ser desligado quando o foguete for usado para transportar cargas menores.
  O primeiro teste com o novo foguete está previsto para acontecer no final de 2013 ou início de 2014

sexta-feira, 25 de março de 2011

História da bicicleta

    A invenção da bicicleta como meio de locomoção é algo muito difícil de precisar no tempo. Vários autores defendem que a bicicleta surgiu pela mão do conde francês Mede de Sivrac, outros consideram que a sua criação é posterior àquela data. No entanto existem registros de que os antigos egípcios já conheciam aquele meio de locomoção, ou pelo menos já idealizavam nos seus hieróglifos a figura de um veículo de duas rodas com uma barra sobreposta, a  evolução da bicicleta desde que surgiu, foi feita de madeira até os dias de hoje. 
    Há registros de desenhos e escritos de Leonardo da Vinci em um museu de Madri, pesquisado pelo professor Piccus da Universidade de Massashussets nos EUA, que demonstra o surgimento da transmissão por corrente. Embora Leonardo da Vinci já tivesse desenhado uma bicicleta avançada, com correntes e pedais, as primeiras bicicletas que surgiram no século XIX eram impulsionadas pelos pés do ciclista, sem pedais. Apenas com o surgimento do velocípede em 1855 que as teorias de Leonardo da Vinci começaram a ser utilizadas. Em 1642, na região de Stoke Poges, em Buckinghamshire, Inglaterra, aparece no vitral de uma pequena igreja construída em 1642 a figura de um anjo sentado sobre uma viga em foram de cavalo marinho apoiado sobre duas rodas. 

  :: O PROTÓTIPO


  A bicicleta saiu do papel somente no século XVII. Junto ao Deutsches Museum de Mônaco é conservado um modelo chamado "bicicleta de Kassler", que remonta de 1761. A paternidade da invenção é contudo objeto de discussão, tanto que muitos pensam que este modelo trata-se na verdade de um modelo francês exportado para a Alemanha.


:


: CELERÍFERO


  O primeiro modelo de bicicleta, feito de madeira, foi idealizado em 1790 pelo conde francês Méde de Sivrac. A forma e propulsão eram com a sola dos pés, exercendo repetidas pressões no chão. Um detalhe era que não existia uma direção móvel, certamente o veículo só andava em linhas retas, nem pedais, o que obrigava o utilizador a empurrrá-la com os pés, ou seja, "caminhava" sentado sobre ela. O veículo foi reconhecido como o protótipo da bicicleta que hoje conhecemos e recebeu o nome de Celerífero ("Célerifère").


:: DRAISIANA

  O próximo passo no processo de evolução da bicicleta ocorreu em 1813, pela mão do barão alemão Karl Friederich Von Drais que adaptou uma direcção ao Celerífero. Junto com o primeiro guiador, apareceu a "Draisiana", bicicleta que Von Drais usou para percorrer o trajecto entre Beaun e Dijon, na França, à velocidade média de 15 km/h, primeiro "recorde ciclístico". Drais (1785 - 1851), inspector florestal e inventor nas horas vagas, foi o primeiro a construir um biciclo dirigível, que ficou conhecido como draisiana. A partir desse invento, ainda todo em madeira, von Drais autorizou a fabricação de sua draisiana em outros países, mediante a cessão de patente.

:: VELOCÍPEDE


  O desenvolvimento principal seguinte no projeto da bicicleta era o velocípede. Inicialmente foi desenvolvido na França e conseguiu sua popularidade maior nos anos de 1860. O artefato na exibição foi produzido em torno de 1869 por Michaux na França. O velocípede marca o começo de uma linha contínua de desenvolvimento que conduz à bicicleta moderna. Sua melhoria mais significativa sobre o hobby-horse era a adição das manivelas e dos pedais à roda dianteira. Isto permitia ao ciclista impulsionar mais facilmente a máquina e fornecer mais potência à roda, o que significou que velocidades consideravelmente maiores poderiam ser alcançadas. 
   O moderno velocípede ganha um certo impulso graças aos franceses Pierre e Ernest Michaux, que realizaram em 1861 os primeiro modelos comerciáveis, que tinham como característica a roda dianteira bem maior que a traseira. Todos os sucessivos modelos sucessivos se desenvolveram a partir destes.
A sua máquina, apesar da estrutura de ferro e madeira lhe ter valido a alcunha de "Chucalha-ossos", rapidamente conquistou grandes entusiastas. Num ano, Pierre e Ernest Michaux produziram 142 máquinas. Por volta de 1865, fabricavam já cerca de quatrocentas por ano. 


::  BICICLETA MODERNA


  Por volta de 1880 Starley idealizou um outro modelo, este muito similar à bicicleta moderna porque também utilizava uma corrente para transmitir o movimento à roda traseira. Com a morte de Starley, seu neto aperfeiçoou o modelo, chamado "Rover" (foto), redimensionando as rodas ao tamanho usado atualmente, fazendo o chassi (quadro) de tubos de aço em forma de trapézio, o guidão direto à roda dianteira, tração traseira por corrente, frio a tambor junto a roda dianteira. Mas as biclicletas ainda apresentavam um problema,  suas rodas eram de madeira ou ferro. Foi somente em 1888 que o veterinário Irlandês John Boyd Dunlop patenteou o primeiro pneu, que se resumia a uma trama de borracha cheia de ar, para construir um triciclo para seu filho.
    Somente em 1891 que os franceses Edouard e André Michelin inventaram o clássico tudo de borracha fina munido com uma válvula para controlar o ar interno envolto em um outro tubo de borracha mais resistente.
    A partir de então as bicicletas passaram a se difundir sempre mais, mais ágeis e manuseáveis, com transmissão para as subidas e roda livre para as descidas. 
    A bicicleta que conhecemos hoje se definiu já no século XVIII, a partir de então o seu desenvolvimento se deu sobretudo nos materiais, sempre mais leves e resistentes e suas adaptações quanto a sua utilização, maiores e pesadas para as chamadas "City Bikes", finas e leves paras as "Speed", resistentes para as "Montain Bikes" e pequenas para as infantis.
    Nos nossos dias, os novos aperfeiçoamentos nas bicicletas ocorrem no sentido de melhorar cada tipo de bicicleta, tornando-as cada vez mais eficazes para os desportos de competição ou mais confortáveis para o lazer. Hoje existem bicicletas de específicas para cada desporto ciclístico, e dentro de cada desporto, especificas para as necessidades de cada utilizador, tamanha foi a evolução ao longo dos anos.

Deixo claro que há uma grande divergência entre os autores sobre a verdadeira origem da bicicleta.

terça-feira, 22 de março de 2011

Pepsi anuncia garrafa de origem 100% vegetal

Garrafa vegetal

A empresa PepsiCo anunciou o desenvolvimento da "primeira garrafa de plástico PET feita inteiramente de matérias-primas totalmente renováveis, à base de plantas." Segundo nota divulgada pela empresa, a garrafa "verde" é 100% reciclável e "supera largamente as tecnologias disponíveis na indústria". A empresa não divulga informações ou artigos científicos fundamentando a descoberta, citando apenas que o avanço inclui "uma combinação de processos biológicos e químicos". Esses processos biotecnológicos criam uma estrutura molecular que é idêntica à do PET (polietileno tereftalato) - um plástico à base de petróleo. A matéria-prima utilizada é a biomassa de milho, pinus e de uma gramínea conhecida comoswitch grass.
  • Plásticos poderão crescer em árvores
Cultivando garrafas
As técnicas de processamento da biomassa permitem a fabricação de uma "garrafa vegetal" virtualmente indistinguível da garrafa PET normal e com igual capacidade de proteção dos líquidos. A empresa afirma que as pesquisas prosseguem para a inclusão de outros vegetais na produção da garrafa ecologicamente correta, incluindo cascas de laranja, batata e aveia. As primeiras garrafas à base de plantas começarão a ser produzidas em escala piloto em 2012. Se os testes forem bem-sucedidos, a empresa planeja passar diretamente à produção em escala comercial.