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sábado, 28 de julho de 2012

Joelho gera energia para navegar durante as caminhadas


Joelho gera energia para navegar durante as caminhadas
O anel externo possui 72 "dentes" que acionam quatro transdutores bimorph, responsáveis pela geração de energia. [Imagem: Pozzi et al./SMS

Exogerador
Você logo poderá contar comsapatos geradores de energia.
Mas, se você gosta de fazer caminhadas e não se importa em carregar um artefato extra, usar seus joelhos como geradores de energia pode ser uma opção mais potente.
Michele Pozzi coordenou uma equipe de engenheiros de três universidades do Reino Unido para criar um aparelho de colheita de energia circular que vira uma espécie de exoesqueleto ao redor do joelho - com a diferença que, em vez de auxiliar o movimento, ele aproveita o movimento para gerar eletricidade.
Transdutor bimorph
O aparelho consiste de um anel externo, que faz um movimento de vaivém ao redor de um eixo central.
O anel externo possui 72 "dentes" que acionam quatro palhetas geradoras de energia, conectadas ao eixo interno.
Quando cada dente toca uma das quatro palhetas centrais, elas vibram como se fossem cordas de um violão.
Joelho gera energia para navegar durante as caminhadas
O protótipo, aqui em testes de bancada, gera 2 mW de potência, mas poderá chegar aos 30 mW. [Imagem: Pozzi et al./SMS]
Cada palheta é um gerador piezoelétrico - um tipo de transdutor conhecido como bimorph  - que produz eletricidade enquanto durarsua vibração.
Joelho gerador
Com o movimento repetitivo de flexão dos joelhos, os transdutores bimorphvibram quase continuamente, o que permite gerar uma potência razoável para equipamentos desse tipo.
O protótipo produz cerca de 2 miliwatts (mW) de potência, mas ospesquisadores afirmam que, com algumas melhorias já idealizadas, ele poderá chegar aos 30 mW - a maioria dos nanogeradores tem potências na faixa dos microwatts.
Segundo a equipe, o joelho é um ponto de partida ideal para a geração de eletricidade pelo movimento do corpo humano devido à grande variação de ângulo, à velocidade significativa e à repetição contínua do movimento.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Papel solar: células solares são impressas em papel



Fabricar células solares diretamente em papel ou tecido, de um modo simples e rápido. Este é o objetivo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos.
Eles já construíram diversos protótipos funcionais, com alguns mantendo o funcionamento depois de diversos meses e muitas dobraduras.


Impressão de circuitos eletrônicos


Há uma forte tendência no sentido de trazer os circuitos eletrônicos para mais próximo ao que as pessoas usam no dia-a-dia, o que inclui sobretudo papel e e tecido das roupas, mas também plásticos, sobretudo folhas flexíveis, que possam ser enroladas e dobradas.
Antenas capazes de capturar a energia do ar e até uma caneta capaz de desenhar circuitos eletrônicos foram demonstrados nos últimos dias. Células solares impressas por jato de tinta também já foram demonstradas experimentalmente por diversos grupos. Tudo isto está sendo possível graças ao desenvolvimento das chamadas tintas eletrônicas, que não são exatamente tintas, mas soluções de partículas capazes de desempenhar a função desejada.


Deposição de vapor


O trabalho do MIT é um pouco mais complexo do que a impressão jato de tinta ou laser, mas também está dando resultados mais robustos. O processo de impressão usa vapor - e não líquidos ou pó - em um processo que ocorre em temperaturas abaixo de 120 ºC - uma temperatura bastante amena em comparação com a fabricação de uma célula solar fotovoltaica tradicional, que emprega temperaturas elevadas e elementos corrosivos.
O rendimento das células solares impressas ainda é baixo - em torno de 1% - mas suficiente para alimentar pequenos aparelhos portáteis e sensores ambientais. [Imagem: Patrick Gillooly/MIT]
Nessas condições mais amenas, é possível empregar materiais como papéis não tratados, tecidos ou plástico como substratos para imprimir as células. São aplicadas cinco camadas de materiais, que são depositados sobre o papel em etapas sucessivas. Uma máscara, também feita de papel, é usada para formar os padrões das células solares. O processo ainda exige uma câmara a vácuo, para evitar a contaminação por poeira ou outras impurezas, o que diminuiria o rendimento das células solares.


Papel fotoelétrico


Terminada a "impressão", basta ligar os eletrodos e colocar o "papel fotoelétrico" sob a luz para que ele comece a gerar energia. Em uma das demonstrações, um avião de papel foi construído com a folha fotoelétrica e começou a gerar energia tão logo acabou de ser dobrado. Em outra, as células solares foram impressas sobre uma fina folha de plástico PET, que foi dobrada e desdobrada mil vezes, sem perder a funcionalidade.
O rendimento das células solares impressas ainda é baixo - em torno de 1% - mas suficiente para alimentar pequenos aparelhos portáteis e sensores ambientais. Os pesquisadores afirmam que estão trabalhando nesse quesito, ajustando os materiais aplicados na técnica de deposição por vapor para melhoria da eficiência.


"Nós demonstramos a robustez dessa tecnologia. Acreditamos que poderemos fabricar células solares em larga escala capazes de atingir desempenhos recordes em termos de watts por quilo [de material]," disse Vladimir Bulovic, um dos autores da pesquisa.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Arquitetura verde: Jardins suspensos urbanos



Rua vertical


Seu nome é Jardins de Cristal (Crystal Gardens), uma referência direta à interessante combinação de vidro e verde.Mas os seus criadores, da CK Designworks, em Melbourne, na Austrália, afirmam ser uma rua vertical. A cada seis andares do edifício de 35 andares, que será construído lá mesmo em Melbourne, haverá jardins com dimensões suficientes para o cultivo de árvores de até 10 metros de altura.
Mas não é só isso: todo o edifício estará apresentando as últimas novidades em tecnologia verde.


Coleta de água da chuva


Embora jardins nos telhados e varandas paisagísticas não sejam exatamente uma novidade, o arquiteto Robert Caulfield diz que esta é a primeira vez que cinco jardins comuns serão construídos no mesmo edifício.
Para conseguir essa façanha, os jardins de 120 metros quadrados de área de 10 metros de altura cada um serão contidos em caixas, apoiadas em suportes estruturais para sustentar o peso do solo e das árvores.
O edifício usará ainda vidros capazes de refletir o calor e iluminação alimentada por energia solar.
Como o terreno tem apenas 360 metros quadrados, as paredes externas do prédio - mais de 8.000 metros quadrados - serão usadas para capturar a água da chuva.


"Isso é raro", diz Caulfield. Normalmente, os ventos fortes "golpeiam a chuva para fora do edifício".


Para evitar isso, serão usadas varandas triangulares e uma fachada irregular para reduzir o movimento lateral do vento, minimizando a fuga da água. O sistema de coleta de água será integrado à rede de abastecimento do edifício, sendo utilizada para a rega dos jardins e nos banheiros.


Aquecimento e refrigeração


Os sistemas de aquecimento e refrigeração também foram projetados em torno dos jardins. Os edifícios convencionais ou usam aparelhos individuais de ar-condicionado, ou longos tubos que bombeiam água quente ou fria ao longo de todo o edifício.


"Nós usamos uma versão híbrida," disse Caulfield. Um sistema de refrigeração instalado em cada jardim irá bombear a água para apenas seis andares, três acima e três abaixo. "Os tubos curtos minimizam a perda de aquecimento ou de arrefecimento", diz ele. O prédio, que abrigará lojas, escritórios e 154 apartamentos, deverá estar pronto até 2014. Caulfield contou que seu próximo projeto será a construção de fábricas verticais em Nanjing, na China.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Tenda inflável vira concreto quando regada






Tenda que endurece


Dois engenheiros britânicos inventaram uma tenda que, ao ser regada com água, se transforma em um abrigo de concreto. A invenção de Peter Brewin e Will Crawford ganhou diversos prêmios e já está sendo usada em países em desenvolvimento, como na Etiópia. A tenda produzida pelos engenheiros é inflável. Do lado de dentro, há um revestimento de plástico, e por fora ela é feita com o tecido especial, que contém concreto.
Uma vez inflada, a tenda é presa ao chão com pregos de metal. Em seguida, ela é regada com água, que não precisa necessariamente ser potável ou doce.
Em 24 horas, o tecido de concreto endurece e a tenda está pronta para ser usada.


Abrigo permanente


Os engenheiros estimam que com uma hora de trabalho duas pessoas conseguem erguer uma tenda que ocupa 54 metros quadrados. Como nos prédios convencionais, a tenda pode ser perfurada e receber fiação, tomadas e luzes no teto. Eles dizem que as tendas são alternativas viáveis para campos de refugiados, já que os abrigos podem durar décadas, são a prova de fogo, podem ser fechados com portas e não atingem grandes temperaturas sob o sol.


Preço de casa


Atualmente o maior problema da invenção é o seu alto custo. Cada tenda custa US$ 16 mil (mais de R$ 25 mil). Brewin admite que o preço é alto, sobretudo para entidades que trabalham em países pobres e possuem recursos limitados. O engenheiro diz que o problema do custo pode ser resolvido se houver maior demanda no futuro.


"Se nós estivéssemos produzindo em escala, nós poderíamos cortar substancialmente uma parte do custo. Mas para atrair esse tipo de pedidos, nós teríamos que já ter um preço mais barato agora", diz Brewin.


"Se você a compara com uma tenda comum, ela é mais cara e mais pesada. Se você a compara a um prédio permanente, ela é mais leve e mais rápida [de ser construída]."


A novidade já foi testada na Etiópia, para auxiliar em projetos de agricultura. Os engenheiros estão atualmente trabalhando com entidades no Japão, para ajudar no processo de reconstrução das áreas atingidas pelo tsunami em março deste ano.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Intel usa algas para reduzir emissões de CO2

No vídeo aí de cima, o funcionário da Intel explica como funciona o projeto para reduzir as emissões de gases na fábrica de processadores de computador.
Brad Biddle explica que as chaminés da fábrica levam o gás até tanques com algas que removem o CO2 do ar. Essa parte já funciona bem, mas agora eles querem conseguir criar essa alga em grande escala e conseguir medir a quantidade exata de gás que elas conseguem retirar o ar.

Essas algas também são utilizadas na criação de biodiesel! Ou seja: Elas limpam o ar e, quando ficam “maduras”, viram combustíveis para carros, ônibus e todos os outros transportes a biodiesel.
Por conta dessas inovações, o prédio ganhou o selo LEED que go reconhece internacionalmente como sustentavel. A Intel está feliz com os resultados e diz que quer acabar com suas emissões e servir de exemplo para outras empresas.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Carro miniatura usa anéis das latinhas de alumínio como combustível

Inspirado no DeLorian do filme De Volta para o Futuro, carro controlado por rádio produz hidrogênio para movimentar-se por 40 minutos a uma velocidade de 32 km/h.



  Se você pensa que a trilogia “De Volta para o Futuro” é uma coisa do passado e deve ficar nos anos 80 (quando foi lançada), você está fora da realidade. Além de influenciar até hoje as invenções pelo mundo afora, os três filmes certamente constam no “top 10” de muita gente que gosta de um bom roteiro em ótimas cenas de ação. 
Portanto, não é de se espantar que um carro, mesmo que em miniatura, inspire-se nas invenções malucas do Dr. Emmett Brown para funcionar (especialmente no segundo filme, quando a máquina de viagem no tempo é melhorada, usando lixo orgânico para funcionar).

  No caso do dAlH2Orean, são os anéis de alumínio das latinhas de refrigerante que movimentam o carro, controlado por rádio (RC), a uma velocidade de 32 km/h. Ele  possui um tanque de hidróxido de sódio que, em contato com o alumínio, produz hidrogênio suficiente para que o veículo rode por cerca de 40 minutos ininterruptos.  
Além do nome totalmente descolado em homenagem ao DeLorian “original” do filme, combinado com as letras do processo químico para conseguir a reação que movimenta o carro RC, o dAlH2Orean não emite CO2 ao final do processo, fazendo com que a energia residual liberada não seja poluente.

sábado, 16 de abril de 2011

Bicicleta adaptada para neve

Com esse calor que estamos sofrendo aqui no Brasil, é até engraçado falar sobre bicicletas que andam na neve. Mas um kit muito interessante da empresa Ktrak chamou nossa atenção por transformar uma bicicleta comum em um “skimobile” com muita facilidade.
Com uma esteira cheia de ranhuras acoplada à roda traseira e um ski no lugar da roda dianteira, a bicicleta vira uma ótima opção de transporte e lazer para os ciclistas do hemisfério norte, que muitas vezes tem que deixar de pedalar por causa da neve.
O kit completo sai pela bagatela de US$ 529! O preço é bem salgado, ainda mais porque vem sem a bicicleta, apenas os acessórios que devem ser colocados no lugar das rodas. Acha que vale?

Acampamento com a bicicleta

Para quem gosta de viajar e acampar com a bicicleta, uma boa opção de acomodação pode ser a própria bike! O designer Kevin Cyr criou a Camper Bike, uma bicicleta que leva um trailer super equipado na garupa.
De acordo com o projeto de Cyr, a Camper Bike tem uma pequena cozinha, um espaço para descanso e até uma pequena cama.
Mas não espere encontrar essa bicicleta por aí. Tudo não passa de um projeto artístico, sem previsão de produção real. Até porque, imagina carregar todo esse peso no pedal? Não ia dar para chegar a lugar algum!
Veja abaixo mais fotos:
- Via Swissmiss

terça-feira, 22 de março de 2011

Pepsi anuncia garrafa de origem 100% vegetal

Garrafa vegetal

A empresa PepsiCo anunciou o desenvolvimento da "primeira garrafa de plástico PET feita inteiramente de matérias-primas totalmente renováveis, à base de plantas." Segundo nota divulgada pela empresa, a garrafa "verde" é 100% reciclável e "supera largamente as tecnologias disponíveis na indústria". A empresa não divulga informações ou artigos científicos fundamentando a descoberta, citando apenas que o avanço inclui "uma combinação de processos biológicos e químicos". Esses processos biotecnológicos criam uma estrutura molecular que é idêntica à do PET (polietileno tereftalato) - um plástico à base de petróleo. A matéria-prima utilizada é a biomassa de milho, pinus e de uma gramínea conhecida comoswitch grass.
  • Plásticos poderão crescer em árvores
Cultivando garrafas
As técnicas de processamento da biomassa permitem a fabricação de uma "garrafa vegetal" virtualmente indistinguível da garrafa PET normal e com igual capacidade de proteção dos líquidos. A empresa afirma que as pesquisas prosseguem para a inclusão de outros vegetais na produção da garrafa ecologicamente correta, incluindo cascas de laranja, batata e aveia. As primeiras garrafas à base de plantas começarão a ser produzidas em escala piloto em 2012. Se os testes forem bem-sucedidos, a empresa planeja passar diretamente à produção em escala comercial.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Projeto inovador divide motor de carro em dois

Quer ter um carro mais "verde", que aproveite melhor a energia contida no combustível e emita menos gases poluentes?
Basta dividir o motor em dois. 
Esta é a proposta de Oded Tour, que está desenvolvendo o já devidamente batizado Tour Engine(motor de Tour), na Califórnia, Estados Unidos.



Projeto inovador divide motor de carro em dois


O projeto do motor de Tour divide o motor em duas metades conectadas por uma válvula - uma metade trabalha fria e a outra quente. [Imagem: Tourengine]

Fases conflitantes
Um motor de combustão interna convencional, como o que equipa carros e motos, converte no máximo 30 por cento da energia disponível no combustível em movimento. Isso porque seu projeto inclui uma eterna luta entre duas fases do seu ciclo: a compressão e a combustão. Quando o ar e o combustível entram no motor, eles são comprimidos. Para que isso funcione bem, a câmara de combustão precisa estar fria. 
Em um motor convencional, isto significa que o radiador constantemente extrai energia para resfriar o cilindro, reduzindo a quantidade de energia disponível para empurrar o cilindro e mover o carro.

"Estamos pedindo aos motores convencionais para executarem uma tarefa impossível," explica Tour. "Nós queremos que eles sejam máquinas eficientes, mas lhes pedimos para fazer duas coisas contraditórias."

Motor siamês
O projeto do motor de Tour divide o motor em duas metades conectadas por uma válvula - uma metade trabalha fria e a outra quente.
A metade fria do motor tem um cilindro que abriga as fases de admissão e compressão do ciclo, enquanto a metade quente realiza as fases de combustão e escape - completando os chamados quatro tempos do motor.
Segundo Tour, essa separação permite que os cilindros tenham dimensões mais adequadas às suas tarefas muito diferentes.
Em projeto inovador, motor de carro é dividido em dois
A metade fria do motor tem um cilindro que abriga as fases de admissão e compressão do ciclo, enquanto a metade quente realiza as fases de combustão e escape. [Imagem: Tour Engine]
Para garantir que o ar seja comprimido de forma eficiente, o cilindro em um motor convencional é menor do que é desejável para o estágio de combustão.
Isto significa que a mistura ar-combustível que queima não tem espaço suficiente para se expandir totalmente, de forma que uma quantidade substancial de energia é simplesmente perdida na forma de calor através do tubo de escapamento.
"Nos motores convencionais você perde cerca de 40 por cento da energia disponível para o sistema de arrefecimento, e cerca de 30 por cento pelo escapamento," diz Tour.
Carros mais verdes
Já tendo construído um primeiro protótipo para demonstrar a viabilidade mecânica do motor, a empresa emergente está agora construindo um segundo protótipo, no qual a câmara de combustão terá o dobro do tamanho da câmara de compressão.
Isto irá aumentar a eficiência do motor em 20 por cento, em comparação com modelos convencionais, garante Tour.
Em última análise, porém, a tecnologia pode aumentar a eficiência dos motores em 50 por cento e reduzir as emissões de dióxido de carbono em um terço, diz ele.
SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Projeto inovador divide motor de carro em dois. 10/03/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=motor-carro-dividido-em-dois. Capturado em 11/03/2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Bambu, madeira do futuro



Belo, leve e renovável, ele tem tudo para se firmar como alternativa à madeira e contribuir para uma arquitetura mais sustentável



Há milênios, esse material dá forma a casas tradicionais em países como o Japão e a China. Nos últimos anos, pesquisas na construção civil avalizaram sua resistência e durabilidade. Arquitetos do mundo todo redescobriram o bambu e passaram a usá-lo em modernas obras públicas.
A necessidade de repensar o consumo de materiais na construção para torná-la mais sustentável do ponto de vista ambiental atrai olhares para a exploração de novas alternativas. E o caso do bambu, visto como a promessa para este século. Pesquisador desse recurso há cerca de 30 anos, o professor Khosrow Ghavami, do Departamento de Engenharia Civil da PUC-RJ, não tem duvidas sobre seu potencial.
"Estudei 14 espécies e três delas, em especial, tem mais de 10 cm de diâmetro e são excelentes para a construção", diz ele, referindo-se ao guadua (Guadua angustifolia), ao bambu-gigante(Dendrocalamus giganteus) e ao bambu-mossô (Phyllostachys pubescens). Todos são encontrados no Brasil, onde existem grandes florestas inexploradas de várias espécies. No Acre, por exemplo, os bambuzais cobrem 38% do estado.
De crescimento rápido (em três anos, esta pronta para o corte), essa gramínea gigante chama a atenção, a principio, pela beleza. Mas sua resistência também surpreende: de frágil, ela não tem nada. "Sua compressão, sua flexão e sua tração ja foram amplamente testadas e aprovadas em laboratório", afirma Marco Antônio Pereira, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Unesp, em Bauru, que mora ha dez anos numa casa de bambu.
O arquiteto Edoardo Aranha, pesquisador da Unicamp, faz coro: "Se tratado adequadamente, ele apresenta durabilidade superior a 25 anos, equivalente a do eucalipto, por exemplo", afirma. Ele se refere aos tratamentos químicos para remover pragas como brocas e carunchos (cupins não se interessam pelo bambu).
Além do autoclave, outro procedimento comum chama-se boucherie, em que a seiva e substituída por um composto formado de cloro, bromo e boro. Submergir as varas em água durante 20 dias também produz bons resultados, segundo o pesquisador.
PROJETOS PELO MUNDO
Fora do Brasil, alguns arquitetos tem apostado no bambu em projetos públicos de traços marcantes, que conciliam natureza e tecnologia num contraste agradável ao olhar. Em Leipzig, na Alemanha, a fachada do novo estacionamento do zoológico municipal foi construída com varas de bambu presas em cintas de aço.
Perto de Madri, na Espanha, o Aeroporto Internacional de Barajas surpreende os usuários com seu enorme forro, que torna leve o visual da estrutura de concreto e aço. Em locais como esse, de uso intenso, a opção pelo material e resultado da confiança na sua durabilidade e resistência, já que manutenções freqüentes não seriam bem-vindas. Graças a tratamentos químicos, o amido e retirado, inibindo pragas que poderiam comprometer as varas. Em áreas externas, os produtores recomendam aplicar verniz naval para proteger do calor, do frio e da chuva.
Alemanha
O fechamento deste estacionamento em Leipzig, inaugurado em 2004, foi todo feito com bambu . Segundo os arquitetos do escritório alemão HPP Hentrich-Petschnigg & Partner KG, a opção não teve nada de experimental: baseou-se em pesquisas que pipocaram na Europa depois da Expo 2000 em Hannover, onde o pavilhão colombiano, desenhado pelo arquiteto Simón Vélez, 
empregou essa matéria-prima.

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Abertura zenital redonda localizada sobre as rampas de acesso do estacinonamento
As varas têm diâmetros entre 10 e 12 cm e estão 7,5 cm afastadas umas das outras o que permite a ventilação do interior. Se chover, a água não molha os carros, já que as vagas estão distantes deste paredão. Duas aberturas zenitais redondas localizam-se sobre as rampas de acesso aos cinco níveis.
Espanha
Pronto em 2006, o Terminal 4 do Aeroporto Internacional de Barajas, em Madri, tem movimento estimado em 35 milhões de pessoas por ano. Um dos destaques do projeto é a cobertura curvilínea de estrutura de aço e chapas de alumínio, forrada com bambu.

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Cobertura curvilínea de estrutura de aço e chapas de alumínio, forrada com bambu
O efeito das vigas em S dá movimento ao conjunto, que ainda reserva focos para a entrada da luz. A predominância do material natural quebra a robustez do aço e proporciona uma atmosfera tranqüila, a despeito do fluxo de passageiros e do tamanho da construção.


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Terminal 4 do Aeroporto Internacional de Barajas, em Madri
Projetado pelo arquiteto londrino Richard Rogers (que acaba de receber o prêmio Pritzker), o terminal venceu no ano passado o Stirling Prize, premiação britânica de excelência em arquitetura.
CASAS DE FIBRA
Moradias de bambu são mais comuns do que se imagina. A organização chinesa International Network for Bamboo and Rattan (Inbar) estima que mais de 1 bilhão de pessoas habitam construções desse tipo em todo o mundo. "A maioria delas, no entanto, foi erguida em países em desenvolvimento, com técnicas tradicionais que estão se perdendo", comenta o professor Khosrow.
Em contrapartida, a Colômbia e o Equador mantém programas de habitações populares que privilegiam o bambu por causa do baixo custo e, com isso, estão formando mão-de-obra capacitada. Para os arquitetos especializados no assunto, o desafio e trafegar por duas frentes: resgatar conhecimentos e divulgar o bambu para combater o déficit habitacional, e apagar a idéia de que ele seria um material menos nobre aprimorando técnicas para a aplicação em projetos de alto padrão.
Colômbia
O arquiteto colombiano Simón Vélez, mundialmente conhecido pelo emprego do bambu em seus projetos, é pioneiro e grande divulgador da técnica (a montagem do pavilhão colombiano na Expo 2000, em Hannover, Alemanha, teve esse fim). Costuma utilizá-lo em obras de grande porte, como estruturas de telhados, pontes e catedrais, para demonstrar sua resistência e seu alto potencial construtivo.
Atento aos problemas sociais, vê no uso do bambu para a construção a possibilidade de gerar emprego e moradia acessível a pessoas de baixa renda. Mas nem por isso deixa de projetar casas de alto padrão. Esta, localizada em Cali, foi erguida nos anos 1990 e mistura alvenaria, madeira e bambu (presente na estrutura do telhado).
China
Finalizada em 2002, uma casa nos arredores de Pequim situa-se num condomínio de 100 unidades projetado por dez arquitetos asiáticos perto da Muralha da China. Desenhada pelo escritório japonês Kengo Kuma & Associates, mede 720 m2 e emprega o bambu - abundante na região - em pilares, no piso e no forro.
Apaixonado pelo material, o arquiteto Kengo Kuma enxerga nele um símbolo do intercâmbio cultural entre os dois países asiáticos (a espécie foi levada ao Japão pelos chineses). No projeto, o arquiteto desenvolveu um artifício para empregar o bambu com mais segurança em pilares: retira os nós (tipo de divisões internas) das varas para torná-las ocas e insere perfis metálicos e concreto nelas para deixá-las mais estáveis.
Brasil
No Rio de Janeiro há uma casa com cerca de mil varas de bambu-mossô (com 7,80 m de altura) compõem a estrutura e a cobertura. O fechamento das paredes levou tela metálica do tipo galinheiro para o suporte da argamassa, feita com cimento, areia e cal. Internamente o bambu valorizou a decoração e integrou a casa à mata. Projeto da arquiteta Celina Llerena.
JÓIA NACIONAL
Das cerca de 1300 espécies conhecidas, há pelo menos 400 no Brasil. Graças as pesquisas realizadas em universidades, alguns arquitetos tem experimentado o bambu em seus projetos. A carioca Celina Llerena, coordenadora da Escola de Bioarquitetura e Centro de Pesquisa e Tecnologia Experimental em Bambu (Ebiobambu), encabeca a lista dos entusiastas.
"Visitei a Colômbia há cinco anos e voltei encantada com as possibilidades que o material oferece", conta a arquiteta. Na hora de construir, ela alerta para alguns cuidados. Tanto na estrutura como em fachadas, divisórias ou muros, as varas devem ser tratadas e ter mais de 10 cm de diâmetro. Proteger da umidade do solo e das intempéries também faz diferença. Como diz a sabedoria popular, toda casa de bambu deve ter "uma boa bota e um bom chapéu".

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Tinta criada com nanopolímeros garante economia para aviões.


Aplicação da tecnologia
Fonte da imagem: divulgação/TripleO
Uma nova tecnologia, conhecida como TripleO, acaba de chegar às empresas de aviação mundial. Criado com polímeros de acrílico em escala nano (1 nanômetro = 1 bilionésimo de metro) , o material é aplicado como se fosse uma tinta e permite que os aviões “deslizem” com mais facilidade, pois eles passam a apresentar menos resistência ao ar.
   A redução no atrito com ar é de cerca de 40%, mas a economia de combustível não passa de 2%. Mesmo assim, para grandes empresas (como a easyJet, patrocinadora do projeto) esta economia pode significar mais de 10 milhões de dólares em apenas um ano. Há informações de que a Força Aérea norte-americana esteja cogitando realizar testes com a tecnologia.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Inmetro divulga nova lista dos modelos 2010 mais econômicos



O Inmetro divulgou uma nova lista com os modelos 2010 mais econômicos. A tabela traz a indicação de consumo e eficiência energética do veiculo com a escala indo de A até E, ou seja, do mais econômico até o que tem maior consumo, respectivamente.
Com isso, o Inmetro emite um selo que mostra o quanto é eficiente um veículo, como já é feito com geladeiras e outros eletrodomésticos.
O instituto avaliou seis marcas, 35 modelos e 67 versões para criar o novo ranking dos mais eficientes. Os modelos foram divididos em categorias diferentes: subcompacto, compacto, médio, grande, esportivo, fora de estrada, comercial leve e comercial derivado de carro de passeio.
Os mais econômicos com álcool de acordo com o Inmetro são: Fiat Mille Economy com 8,8 km/litro na cidade, Honda Fit 1.4 manual com 7,6 km/litro, VW Gol 1.0 e Polo 1.6 BlueMotion (7,4 km/litro) e Honda Civic 1.8 manual (7,2 km/litro).
Com gasolina o campeão ainda é o Kia Picanto 1.0 manual com 12,4 km/litro na cidade, seguido pelo Novo Cerato 1.6 com 10,1 km/litro.
A Fiat foi a que teve os carros mais “gastadores” com Palio 1.0 e 1.4, Idea 1.4 e 1.8, Siena 1.4 e 1.8, Stilo 1.8 e 500, todos com nota E na avaliação. Com a mesma nota a VW tem Jetta e Passat. A Kia ainda teve nota E no modelo Carens.
Abaixo, os mais econômicos nas categorias avaliadas:

Subcompacto – Fiat Mille Economy
Compacto – Honda Fit 1.4 – VW Gol 1.0 – VW Polo 1.6 BlueMotion
Médio – Honda City 1.5 – Kia Soul 1.6 – Renault Logan/Sandero 1.0 – VW Voyage 1.0
Grande – Honda Civic 1.8 – Kia Cerato 1.6
Esportivo – Não foi avaliado modelo nesta categoria
Fora de estrada – Kia Sorento 2.4
Comercial leve – VW Kombi 1.4
Comercial leve derivado de carro – Fiat Strada 1.4

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Oásis artificial pode ser início de "floresta no deserto"

Floresta no deserto vai começar com oásis artificial
Se o projeto-piloto for bem-sucedido, a ideia é converter áreas desérticas inteiras em verdadeiras "florestas". [Imagem: Sahara Forest Project]

Pesquisadores ingleses e noruegueses acreditam já dispor de toda a tecnologia necessária para que os oásis no deserto deixem de ser apenas miragens.
A Fundação Bellona, financiada pelo governo da Noruega, acaba de obter autorização do governo da Jordânia para construir o primeiro protótipo de um oásis high-tech.
Floresta no deserto
Sob o pretensioso nome de Projeto Floresta no Saara, a fundação começará, em 2012, a construir seu primeiro oásis, em um terreno de 200.000 metros quadrados, em Aqaba, próximo ao Mar Vermelho.
Se o projeto-piloto for bem-sucedido, a ideia é converter áreas desérticas inteiras em verdadeiras "florestas", fundamentadas na alta tecnologia e no aproveitamento dos recursos naturais.
Joakim Hauge, coordenador do projeto, afirma que a ideia é tirar proveito da abundância que o mundo tem de luz do Sol, água do mar, dióxido de carbono e terras áridas.
"Esses recursos podem ser usados para a produção lucrativa e sustentável de comida, água e energia renovável, ao mesmo tempo combatendo o efeito estufa ligando o CO2 a novas vegetações em áreas áridas," diz ele.
Floresta no deserto vai começar com oásis artificial
















Existem várias técnicas de fotobiorreatores para o cultivo de algas, incluindo lagos, tubos e sacos plásticos.

Oásis artificial
O oásis artificial será formado por uma usina termossolar - que usa o calor do Sol para gerar energia, e não o efeito fotovoltaico das células solares - e de uma estufa "alimentada" por água salgada.
Esta estufa de água salgada, cujo funcionamento já foi atestado em projetos-piloto em pequena escala, será usada para cultivar vegetais para alimentação e algas para produzir combustíveis.
Inicialmente, o ar que entra na estufa é resfriado e umidificado pela água bombeada do Mar Vermelho, criando condições propícias para o crescimento das plantas.
O ar interior chega então ao segundo evaporador, onde circula entre canos contendo água salgada quente - aquecida pelo Sol. O ar quente e úmido resultante será dirigido para uma série de canos verticais contendo a água do mar que saiu do primeiro evaporador.
Esse encontro causará a condensação de água doce do ar, que escorrerá pelos canos até coletores instalados em sua base.
Esse ambiente quente e úmido permite que os vegetais cresçam com um mínimo de irrigação.
Ciclo da água doce
Começa então o ciclo da água doce no interior do oásis: ela será inicialmente aquecida por uma usina termossolar, transformando-se em vapor que irá fazer girar uma turbina para gerar eletricidade.
A eletricidade será usada para alimentar as bombas que captam a água do mar e os ventiladores que farão o ar circular dentro da estufa.
O calor excedente - presente na água doce que sai da turbina - será usado para produzir água potável por meio da dessalinização.
Novamente resfriada, a água doce finalmente servirá para irrigar as plantas do oásis artificial.
Paralelamente, fotobiorreatores poderão usados para cultivar algas, embora sua utilização dependa da conexão com outros parceiros da cadeia produtiva. Além de servirem como alimentos, as algas podem render mais biodiesel que qualquer planta.
Floresta no deserto vai começar com oásis artificial

A estufa também afeta o ambiente externo, havendo a possibilidade de que se criem condições até mesmo para a re-vegetação da área à sua volta. [Imagem: Sahara Forest Project]
Ciclo hidrológico artificial
O processo é na realidade uma imitação do ciclo hidrológico natural, onde a água do mar aquecida pelo Sol se evapora, resfria para formar as nuvens e volta para o solo, na forma de chuva, neblina ou orvalho.
O consumo de eletricidade é pequeno, uma vez que o trabalho termodinâmico de resfriamento e destilação é feito pelo Sol e pelo vento - 1 kW de energia elétrica usado para bombear a água do mar pode remover até 800 kW de calor por meio da evaporação.
E como a energia só é necessária durante as horas quentes do dia, todo o processo pode ser alimentado por energia solar, sem a necessidade de baterias ou outros sistemas de armazenamento. Isto permite que os oásis artificiais sejam instalados em áreas remotas, sem ligação com redes de energia.
A estufa também afeta o ambiente externo, havendo a possibilidade de que se criem condições até mesmo para a re-vegetação da área à sua volta.
Isto porque o processo evapora mais água do que condensa em água doce. Essa umidade é "perdida" devido à forte ventilação necessária para manter as plantas frias e supridas com o CO2 necessário. Ao atingir o ambiente externo, fora da estufa, o ar úmido pode ser usado para iniciar plantações no ambiente natural.
A concepção do oásis artificial é um trabalho conjunto das empresas britânicas Max Fordham Consulting Engineers, Seawater Greenhouse e Exploration Architecture.