terça-feira, 7 de junho de 2011

Tenda inflável vira concreto quando regada






Tenda que endurece


Dois engenheiros britânicos inventaram uma tenda que, ao ser regada com água, se transforma em um abrigo de concreto. A invenção de Peter Brewin e Will Crawford ganhou diversos prêmios e já está sendo usada em países em desenvolvimento, como na Etiópia. A tenda produzida pelos engenheiros é inflável. Do lado de dentro, há um revestimento de plástico, e por fora ela é feita com o tecido especial, que contém concreto.
Uma vez inflada, a tenda é presa ao chão com pregos de metal. Em seguida, ela é regada com água, que não precisa necessariamente ser potável ou doce.
Em 24 horas, o tecido de concreto endurece e a tenda está pronta para ser usada.


Abrigo permanente


Os engenheiros estimam que com uma hora de trabalho duas pessoas conseguem erguer uma tenda que ocupa 54 metros quadrados. Como nos prédios convencionais, a tenda pode ser perfurada e receber fiação, tomadas e luzes no teto. Eles dizem que as tendas são alternativas viáveis para campos de refugiados, já que os abrigos podem durar décadas, são a prova de fogo, podem ser fechados com portas e não atingem grandes temperaturas sob o sol.


Preço de casa


Atualmente o maior problema da invenção é o seu alto custo. Cada tenda custa US$ 16 mil (mais de R$ 25 mil). Brewin admite que o preço é alto, sobretudo para entidades que trabalham em países pobres e possuem recursos limitados. O engenheiro diz que o problema do custo pode ser resolvido se houver maior demanda no futuro.


"Se nós estivéssemos produzindo em escala, nós poderíamos cortar substancialmente uma parte do custo. Mas para atrair esse tipo de pedidos, nós teríamos que já ter um preço mais barato agora", diz Brewin.


"Se você a compara com uma tenda comum, ela é mais cara e mais pesada. Se você a compara a um prédio permanente, ela é mais leve e mais rápida [de ser construída]."


A novidade já foi testada na Etiópia, para auxiliar em projetos de agricultura. Os engenheiros estão atualmente trabalhando com entidades no Japão, para ajudar no processo de reconstrução das áreas atingidas pelo tsunami em março deste ano.

Tecnologia permite que alpinista cego veja montanhas com a língua






Sabor visual


  Três décadas depois de ter perdido a visão, o americano Erik Weihenmayer é capaz de praticar esportes radicais e escalar montanhas.
  Com a ajuda de um aparelho chamado BrainPort, ele consegue perceber o ambiente ao seu redor através de sua língua. Erik usa óculos com câmeras, que enviam imagens a um computador preso à cintura. O computador traduz as imagens em uma foto de baixa resolução do ambiente. Esta imagem, então, é enviada a uma das partes mais sensíveis do corpo de Erik: sua língua.


Estimuladores elétricos


  Em um dispositivo que ele coloca na boca, centenas de minúsculos estimuladores elétricos tentam traduzir em pequenos choques as imagens que mais se destacam perante a câmera. O alpinista conta que os estímulos criam linhas, formas e, por fim, imagens que são reinterpretadas pelo seu cérebro.
 O dispositivo lhe dá um sendo de espaço e, com a ajuda de uma segunda pessoa, permite que ele possa praticar o alpinismo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O céu mais impressionante que você vai ver na vida

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O fotógrafo Antti Kemppainen conseguiu registrar esse momento quase surreal: um céu onde fogos de artifício se misturam à passagem de um cometa pela Austrália. Aconteceu em uma noite de janeiro de 2007, em Perth, Australia. Era "Australia Day", um feriado local e as pessoas estavam na praia para ver os fogos.  No meio da praia, tão claro que dava para ver mesmo com os flashes, passava o Cometa McNaught.


Antti tirou três fotos e juntou as imagens em uma panorâmica para poder ver em 180º.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Brasil tem uma das maiores reservas de terras raras do planeta



O Brasil pode ser dono de uma das maiores reservas de terras raras do planeta, mas, hoje, praticamente não explora esses recursos minerais.
As terras raras são usadas em superimãs, telas de tablets, computadores e celulares, no processo de produção da gasolina, e em painéis solares.
Estimativas da agência Serviços Geológico Norte-Americano (USGS), apontam que as reservas brasileiras podem chegar a 3,5 bilhões de toneladas de terras raras.
De olho no potencial brasileiro, a Fundação Certi, de Santa Catarina, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo, e Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), do Rio de Janeiro, estão se articulando para dar apoio à iniciativa privada, caso o Brasil decida explorar esses recursos minerais e entrar no mercado.


Reservas de terras raras


Um mercado hoje inteiramente dominado pela China, responsável por 95% da produção e dona de 36% das reservas conhecidas. O valor do mercado mundial dos óxidos de terras raras é da ordem de US$ 5 bilhões anuais.


"Estamos nos estruturando para, caso alguém se interesse por entrar na mineração, a gente poder apoiar as iniciativas. Temos alguns projetos de pesquisa, mas começamos devagar porque se não amadurecer a mineração de terras raras no Brasil, não tem sentido a gente investir em pesquisa e desenvolvimento para exploração e produção", afirma Fernando Landgraf, diretor de inovação do IPT.
Como parte da ação das entidades acadêmicas de colocar o assunto em discussão e contribuir para o debate, Landgraf publicou um artigo no jornal Valor Econômico no dia 13 de abril, chamando a atenção para o potencial brasileiro.
Nos 3,5 bilhões de toneladas de terras raras, após os processos industriais que concentram e separam os elementos químicos que ocorrem de forma agregada nos minérios, há 52,6 milhões de toneladas de metal.
Essa estimativa do USGS consta no documento Os principais depósitos de elementos terras rara nos EUA - Um resumo dos depósitos domésticos e uma perspectiva global.
Com base em dados do geólogo da CPRM, Miguel Martins de Souza, publicados em revista científica especializada, a USGS calculou também que a reserva de 2,9 bilhões de toneladas de terras raras na mina de Seis Lagos, na Amazônia, resultaria em 43,5 milhões de toneladas de metal contido.
Em Araxá, Minas Gerais, em uma mina explorada pela Vale, haveria o segundo maior depósito brasileiro: a estimativa dada pelo documento é de 450 milhões de toneladas de terras raras e 8,1 milhões de metal contido para essa mina.


Terras raras


As terras raras são 17 elementos químicos muito parecidos, mas que diferem no número de elétrons em uma das camadas da eletrosfera do átomo. São agrupadas em uma família na tabela periódica porque ocorrem juntos na natureza e são quimicamente muito parecidos.




Também têm como característica comum os nomes complicados: lantânio, neodímio, cério, praseodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, túlio, itérbio, escândio e lutécio.
Apesar do nome sugerir, esses metais não são tão raros como o ouro, por exemplo.
Se, até poucos anos atrás, não compensava para o Brasil entrar no setor, por não haver condições de competição com a China, o potencial das reservas brasileiras e o aumento dos preços das terras raras no mercado internacional podem tornar o negócio economicamente viável, defende o diretor do IPT.


Terras raras no Brasil


No Brasil também se observa alguma movimentação. O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, conversa com a Vale sobre a possibilidade de a mineradora entrar no negócio, algo que precisará do apoio do governo, de condições de financiamento favoráveis, melhoria no transporte e logística e de investimentos em P&D para que o empreendimento possa competir com a produção chinesa, como apontou reportagem do jornal Valor Econômico de 11 de maio.


"Cerca de 10 empresas no Brasil estão discutindo o tema [entrar na produção de terras raras]. A Vale é citada por ser a maior, mas há outras interessadas, que não se manifestam publicamente", conta o diretor do IPT.


Outra iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) está na negociação de um acordo de cooperação técnica em inovação com a Alemanha, pelo qual a projetos-pilotos de produção de superimãs, que usam terras raras, receberia apoio do Instituto Fraunhofer, conforme a citada reportagem do jornal paulista.
Outra iniciativa do governo, e que ganhou pouco destaque até agora, é a da empresa CPRM Serviços Geológicos do Brasil, vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). Ela começou a executar em 2011 o projeto Avaliação do Potencial dos Minerais Estratégicos do Brasil, que vai identificar novas áreas em todo o território brasileiro onde pode haver ocorrência de terras raras. O projeto deve durar três anos e receber R$ 18,5 milhões em recursos, vindos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Somente em 2011 o governo planeja investir quase R$ 2,4 milhões no projeto, segundo a CPRM.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Rally dos Sertões

   
  Poeira, lama, calor de derreter os miolos ou frio úmido, nas madrugadas, estradas de asfalto e terra, picadas na mata, desfiladeiros e planícies. Atravessar grandes cidades e pequenos vilarejos, em contato com povos hospitaleiros e de uma simplicidade emocionante. Tudo isso faz parte do Rally dos Sertões.
  Além de brava competição, o evento é também uma grande lição. Competidores de todas as partes do mundo se deparam com uma realidade desconhecida e com paisagens jamais vistas. Quanto maior a dificuldade, maior o prazer em vencê-la. Assim são os competidores e o povo sertanejo.





   O contraste entre o cenário e os personagens é grande. Basta imaginar a passagem de máquinas possantes, velozes e de alta tecnologia envolvida, por caminhos onde, muitas vezes, nem sequer ainda trafegam carros de boi.




   Realidades que se misturam de um jeito muito forte e marcante. Os corredores, cobertos de poeira e cheios de garra, emocionam-se com a corrida em si, mas também com a acolhida que recebem. E aprendem muito a respeito do sertanejo que, como dizia o escritor Euclides da Cunha, “é, antes de tudo, um forte”.



   Assim se traduz o Rally dos Sertões: Emoção, velocidade, adrenalina, superação, lição de vida, cidadania e 17 anos de história, completados em 2009.







Helicóptero a pedal consegue sair do chão

Helicóptero a pedal consegue sair do chão
Judy Wexler, uma estudante de biologia de 24 anos de idade, pedalou furiosamente o Gamera. [Imagem: UMD/Gamera Team]

   Judy Wexler, uma estudante de biologia de 24anos de idade, pedalou furiosamente o Gamera - o nome do helicóptero a pedal - até que ele levantasse ligeiramente do chão. O feito representa um recorde para um voo de um helicóptero a pedal acionado por uma mulher. Os números, contudo, parecem decepcionar: na primeira tentativa, o Gamera manteve uma altitude entre 7,5 e 12,5 centímetros por 4 segundos. A seguir, foi obtida uma marca de 20 centímetros, durante 20 segundos. Os estudantes alegam que uma tentativa não-oficial, sem observadores da NAA (National Aeronautical Assocation), teria alcançado 70 centímetros por 24 segundos.

Helicóptero a pedal consegue sair do chão
O helicóptero Gamera tem quatro rotores de 13 metros de largura, um em cada um dos seus quatro braços de 18 metros de extensão. [Imagem: UMD/Gamera Team]
Helicóptero a pedal
    O helicóptero Gamera tem quatro rotores de 13 metros de largura, um em cada um dos seus quatro braços de 18 metros de extensão. A aeronave inteira pesa menos de 100 quilogramas, incluindo a piloto. Os materiais usados em sua construção incluem madeira balsa, espuma, mylar e fibra de carbono. O helicóptero a pedal aproveita um efeito chamado efeito solo, um aumento na sustentação obtida quando uma aeronave voa muito próximo ao chão. O Gamera leva a ideia ao máximo, mantendo quase a totalidade dos rotores junto ao chão.
O impulso é gerado por dois pedais, um acionado pelos pés e outro pelas mãos.
Prêmio Sikorsky
O objetivo do projeto é participar do Sikorsky Prize, que oferece US$250.000,00 para a primeira equipe que construir um helicóptero acionado unicamente pela força humana
Para vencer o desafio, o helicóptero deverá ser capaz de voar por 1 minuto e atingir uma altitude momentânea de 3 metros, sem que seu centro saia de um perímetro de 10 metros quadrados.