segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Papel solar: células solares são impressas em papel



Fabricar células solares diretamente em papel ou tecido, de um modo simples e rápido. Este é o objetivo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos.
Eles já construíram diversos protótipos funcionais, com alguns mantendo o funcionamento depois de diversos meses e muitas dobraduras.


Impressão de circuitos eletrônicos


Há uma forte tendência no sentido de trazer os circuitos eletrônicos para mais próximo ao que as pessoas usam no dia-a-dia, o que inclui sobretudo papel e e tecido das roupas, mas também plásticos, sobretudo folhas flexíveis, que possam ser enroladas e dobradas.
Antenas capazes de capturar a energia do ar e até uma caneta capaz de desenhar circuitos eletrônicos foram demonstrados nos últimos dias. Células solares impressas por jato de tinta também já foram demonstradas experimentalmente por diversos grupos. Tudo isto está sendo possível graças ao desenvolvimento das chamadas tintas eletrônicas, que não são exatamente tintas, mas soluções de partículas capazes de desempenhar a função desejada.


Deposição de vapor


O trabalho do MIT é um pouco mais complexo do que a impressão jato de tinta ou laser, mas também está dando resultados mais robustos. O processo de impressão usa vapor - e não líquidos ou pó - em um processo que ocorre em temperaturas abaixo de 120 ºC - uma temperatura bastante amena em comparação com a fabricação de uma célula solar fotovoltaica tradicional, que emprega temperaturas elevadas e elementos corrosivos.
O rendimento das células solares impressas ainda é baixo - em torno de 1% - mas suficiente para alimentar pequenos aparelhos portáteis e sensores ambientais. [Imagem: Patrick Gillooly/MIT]
Nessas condições mais amenas, é possível empregar materiais como papéis não tratados, tecidos ou plástico como substratos para imprimir as células. São aplicadas cinco camadas de materiais, que são depositados sobre o papel em etapas sucessivas. Uma máscara, também feita de papel, é usada para formar os padrões das células solares. O processo ainda exige uma câmara a vácuo, para evitar a contaminação por poeira ou outras impurezas, o que diminuiria o rendimento das células solares.


Papel fotoelétrico


Terminada a "impressão", basta ligar os eletrodos e colocar o "papel fotoelétrico" sob a luz para que ele comece a gerar energia. Em uma das demonstrações, um avião de papel foi construído com a folha fotoelétrica e começou a gerar energia tão logo acabou de ser dobrado. Em outra, as células solares foram impressas sobre uma fina folha de plástico PET, que foi dobrada e desdobrada mil vezes, sem perder a funcionalidade.
O rendimento das células solares impressas ainda é baixo - em torno de 1% - mas suficiente para alimentar pequenos aparelhos portáteis e sensores ambientais. Os pesquisadores afirmam que estão trabalhando nesse quesito, ajustando os materiais aplicados na técnica de deposição por vapor para melhoria da eficiência.


"Nós demonstramos a robustez dessa tecnologia. Acreditamos que poderemos fabricar células solares em larga escala capazes de atingir desempenhos recordes em termos de watts por quilo [de material]," disse Vladimir Bulovic, um dos autores da pesquisa.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Fotos - Beleza dos índios


Boas definições de ecologia.




O termo "Ecologia" foi criado por Haeckel (1834-1919) em 1869, em seu libro "Generelle Morphologie des Organismen", para designar "o estudo das relações de um organismo com seu ambiente inorgânico ou orgânico, em particular o estudo das relações do tipo positivo ou amistoso e do tipo negativo (inimigos) com as plantas e animais com que aparece pela primeira vez em Pontes de Miranda, 1924, "Introdução à Política Científica". O conceito original evoluiu até o presente no sentido de designar uma ciência, parte da Biologia, e uma área específica do conhecimento humano que tratam do estudo das relações dos organismos uns com os outros e com todos os demais fatores naturais e sociais que compreendem seu ambiente.
"Em sentido literal, a Ecologia é a ciência ou o estudo dos organismos em sua casa, isto é, em seu meio... define-se como o estudo das relações dos organismos, ou grupos de organismos, com seu meio... Está em maior consonância com a conceituação moderna definir Ecologia como estudo da estrutura e da função da natureza, entendendo-se que o homem dela faz parte" (Odum, 1972).
"Deriva-se do grego oikos, que significa lugar onde se vive ou hábitat... Ecologia é a ciência que estuda dinâmica dos ecossistemas... é a disciplina que estuda os processos, interações e a dinâmica de todos os seres vivos com cada um dos demais, incluindo os aspectos econômicos, sociais, culturais e psicológicos peculiares ao homem...é um estudo interdisciplinar e interativo que deve, por sua própria natureza, sintetizar informação e conhecimento da maioria, senão de todos os demais campos do saber... Ecologia não é meio ambiente. Ecologia não é o lugar onde se vive. Ecologia não é um descontentamento emocional com os aspectos industriais e tecnológicos da sociedade moderna" (Wickersham et alii, 1975).

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Descubra como uma lata de spray é fabricada



Birth of a Spraycan from Montana Cans on Vimeo.

A fabricante alemã de latas de spray Montana Cans produziu um vídeo no qual é mostrado todo o processo necessário para criar o produto. A produção mostra desde os primeiros passos, incluindo a criação da fórmula utilizada até as latas finalizadas saindo da fábrica e prontas para serem consumidas.
O que mais impressiona nos vídeos são os detalhes, que incluem as máquinas responsáveis por despejar a tinta nas latas e por colocar os lacres de proteção. O processo é realizado dispensando totalmente a interferência humana, que só é requisitada na hora de ajustar os equipamentos utilizados.
Ao final do vídeo, um artista usa várias das latas produzidas para criar a imagem de um construtor em um momento de folga. O vídeo termina com uma mensagem da companhia afirmando que ela não se preocupa em ser a mais inovadora ou dispor de mais patentes, tendo como único foco a produção de tintas de qualidade.

AUSTRÍACO BATE RECORDE DE VELOCIDADE EM MOUNTAIN BIKE


Um novo recorde não-oficial de velocidade em uma mountain bike de série foi estabelecido pelo austríaco Markus Stöckl na descida de um vulcão na Nicarágua. O ciclista atingiu 164,95 km/h e derrubou a marca do francês Eric Barone que já durava nove anos. O antigo recordista acompanhou a o feito bem de perto, como organizador da façanha.
Nove anos atrás, Eric Barone da França bateu o recorde mundial de velocidade em mountain bikes de série, assim como o de bicicletas protótipo com diversas descidas no vulcão Cerro Negro, na Nicarágua. Porém, um acidente durante a frenagem logo após o acidente interrompeu sua carreira.

No início de 2011, o francês de 50 anos voltou à cena de seu grande triunfo e também do marcante acidente. Mas desta vez Barone, que ainda carrega seqüelas do acidente, não voltou como atleta, mas como o organizador da nova tentativa de recorde por Markus Stöckl, que chegou à Nicarágua como recordista mundial na neve. O austríaco é chamado de "Hércules" na comunidade de mountain bike devido aos seus 1,90 metro de altura e 103 kg de peso. Em seu recorde sobre a neve chegou a 210,4 km/h no Chile, em 2007.

Da borda da cratera até a basea do ainda ativo Cerro Negro, foram 550 metros de declive sobre cascalho. "A superfície é como andar sobre ondulações de areia em uma praia com 45 graus de inclinação. Só quando você atinge altas velocidades passa a ser possível correr com certa estabilidade", disse Stöckl, que quebrou o recorde em sua primeira tentativa. O austríaco foi cronometrado em 164,95 kmh - apenas 1 km/h mais rápido do que Barone, que foi o primeiro parabenizá-lo na chegada. "Andar tão rápido em condições como esta é realmente o limite", disse o antigo recordista.
Markus "Hércules" Stöckl viaja pelo mundo como organizador de eventos e lidera a "Evil MS Racing Team". O ciclista quer registrar o recorde mundial com protótipo, o que deve ser realizado em outro local.

Arquitetura verde: Jardins suspensos urbanos



Rua vertical


Seu nome é Jardins de Cristal (Crystal Gardens), uma referência direta à interessante combinação de vidro e verde.Mas os seus criadores, da CK Designworks, em Melbourne, na Austrália, afirmam ser uma rua vertical. A cada seis andares do edifício de 35 andares, que será construído lá mesmo em Melbourne, haverá jardins com dimensões suficientes para o cultivo de árvores de até 10 metros de altura.
Mas não é só isso: todo o edifício estará apresentando as últimas novidades em tecnologia verde.


Coleta de água da chuva


Embora jardins nos telhados e varandas paisagísticas não sejam exatamente uma novidade, o arquiteto Robert Caulfield diz que esta é a primeira vez que cinco jardins comuns serão construídos no mesmo edifício.
Para conseguir essa façanha, os jardins de 120 metros quadrados de área de 10 metros de altura cada um serão contidos em caixas, apoiadas em suportes estruturais para sustentar o peso do solo e das árvores.
O edifício usará ainda vidros capazes de refletir o calor e iluminação alimentada por energia solar.
Como o terreno tem apenas 360 metros quadrados, as paredes externas do prédio - mais de 8.000 metros quadrados - serão usadas para capturar a água da chuva.


"Isso é raro", diz Caulfield. Normalmente, os ventos fortes "golpeiam a chuva para fora do edifício".


Para evitar isso, serão usadas varandas triangulares e uma fachada irregular para reduzir o movimento lateral do vento, minimizando a fuga da água. O sistema de coleta de água será integrado à rede de abastecimento do edifício, sendo utilizada para a rega dos jardins e nos banheiros.


Aquecimento e refrigeração


Os sistemas de aquecimento e refrigeração também foram projetados em torno dos jardins. Os edifícios convencionais ou usam aparelhos individuais de ar-condicionado, ou longos tubos que bombeiam água quente ou fria ao longo de todo o edifício.


"Nós usamos uma versão híbrida," disse Caulfield. Um sistema de refrigeração instalado em cada jardim irá bombear a água para apenas seis andares, três acima e três abaixo. "Os tubos curtos minimizam a perda de aquecimento ou de arrefecimento", diz ele. O prédio, que abrigará lojas, escritórios e 154 apartamentos, deverá estar pronto até 2014. Caulfield contou que seu próximo projeto será a construção de fábricas verticais em Nanjing, na China.