domingo, 12 de dezembro de 2010

Como tirar plástico da mandioca


Os plásticos estão por toda parte. No mercado de consumo, asseguram a conservação de alimentos; ajudam no transporte de mercadorias; embalam de cosméticos a geladeiras; constituem as caixas de computadores, peças de automóveis e uma vasta gama de utensílios domésticos. 
Após o consumo, no entanto, estar por toda parte torna-se um grave problema: os plásticos superlotam aterros sanitários e lixões; sujam as cidades e o campo; invadem as praias, os rios e o oceano; causam impactos sobre a fauna e não se degradam por muitos anos. 
A reciclagem de plásticos existe, mas é limitada, pois custa caro separar e limpar o plástico usado, e o valor dos bens produzidos com o plástico reciclado é baixo. 
Assim, obter um bioplástico biodegradável e compostável parecia uma boa alternativa para abastecer este mercado repleto de demandas e ainda reduzir os impactos pós-consumo. Foi o que pensou o engenheiro de materiais João Carlos de Godoy Moreira, quando surgiu a oportunidade de vender sua empresa de plásticos de alta performance a uma multinacional do setor, em 2004. 
Com dinheiro no bolso e a intenção de investir em bioplásticos, João Carlos voltou à pesquisa depois de 20 anos de formado. E trabalhou com outros 15 pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), campus São Carlos, para desenvolver uma tecnologia de processamento de biopolímeros de amido. Ou, trocando em miúdos, um jeito de tirar plástico da mandioca (Manihot esculenta), uma das poucas plantas amazônicas domesticadas pelos índios hoje amplamente difundida em outros continentes. 
A pesquisa gerou duas patentes para a USP São Carlos e o engenheiro de materiais obteve a licença de fabricação, abrindo uma nova empresa – a Biomater – a ser inaugurada neste mês de novembro, com as primeiras entregas previstas para janeiro de 2011. 
“Além de depender de fonte não renovável, a fabricação de plástico convencional emite de 3 a 5 quilos de carbono por quilo de produto. Já um quilo do nosso bioplástico faz o oposto, ou seja, vem de fonte renovável e retira da atmosfera de 3 a 5 kg de carbono”, comenta João Carlos. 
O amido de mandioca usado na fabricação de bioplásticos é o mesmo das receitas de pão-de-queijo e polvilho. “Esse amido já é amplamente utilizado em indústrias cosméticas, farmacêuticas e como cola e branqueador de papel”, continua o engenheiro. “Ele já é um polímero natural que ‘esticamos’ para transformar numa macromolécula, submetendo a alterações de pressão e temperatura. Uma vez convertido em amido termoplástico, o material é cortado em pelets, ou seja, pequenas bolinhas prontas para serem moldadas como sacolas, utensílios, embalagens, etc”.

A exemplo da mandioca, outras plantas ricas em amido – batata, milho e cana-de-açúcar – podem ser utilizadas. E João Carlos também considera promissor o babaçu (Orbignya phalerata), outra espécie brasileira por ele testada. Em média, o coco de babaçu tem 17% de amido, atualmente desperdiçado no processo manual de quebra para retirada da amêndoa para a fabricação de óleo.
“O óleo de babaçu é muito usado na indústria cosmética e as cascas são aproveitadas como carvão em fornos de ferro-gusa, mas o amido se perde”, diz. “Se recuperássemos o amido teríamos 100% de aproveitamento do coco e agregaríamos valor a um subproduto atualmente desprezado, gerando mais renda para as comunidades de quebradeiras do Maranhão. Considero este um case muito interessante. Seria necessário apenas transformar as comunidades de quebradeiras em micro agroindústrias, com a quebra mecanizada. Haveria, inclusive, um ganho de saúde para os trabalhadores, cuja cadeia produtiva ainda é muito artesanal”. 
O bioplástico de babaçu teria as mesmas qualidades dos biopolímeros de mandioca. Ambos têm estrutura compatível com a biodigestão feita por bactérias e fungos e poderiam ser destinado à compostagem juntamente com resíduos orgânicos.

Em outras palavras, o bioplástico mudaria para o cesto marrom, na coleta seletiva, e poderia ser transformado de novo em solo para dar origem a novas plantações de mandioca ou babaçu, que se transformariam em mais bioplástico... E por aí se forma um círculo virtuoso para combater o excesso de plástico convencional espalhado por toda parte após o consumo.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

técnicas de fazer fogo

Fogo por atrito em placa
Essa técnica requer paciência e muita determinação, mas funciona bem.
  • Encontre uma peça de madeira macia com cerca de 45 cm de comprimento e 5 cm de largura que servirá como placa de atrito. Salgueiros e álamos fornecem boa madeira para isso e é fácil encontrá-los perto de rios e lagos.
  • Escave uma ranhura de 2,5 cm de largura e de 15 a 20 cm de comprimento no centro da placa, a cerca de 5 cm de qualquer das duas pontas. Use uma faca ou uma pedra afiada.
  • Encontre um graveto de madeira sólida para gerar o atrito. O comprimento da peça deve ser de cerca de 30 cm e uma das extremidades precisa ser pontiaguda.
  • Coloque a placa no chão e insira o graveto na ranhura.
  • Mova o graveto para frente e para trás ao longo da ranhura com pressão moderada, a fim de criar pequenas porções de serragem.
  • Quando houver um volume suficiente de serragem, eleve a ponta da placa e a apóie no joelho. A serragem se acumulará na ponta mais baixa da ranhura.
  • Esfregue a ranhura o mais rápido possível com o graveto, exercendo pressão forte, até que a serragem se inflame. Assopre lentamente o material inflamável até conseguir uma chama que você possa usar para iniciar a fogueira.
Fire plow.

Fogo por arco
Trata-se de outro método de fricção que requer algum tempo de aperfeiçoamento. Os itens a seguir serão necessários.
  • Soquete - pedra lisa, do tamanho da mão, com uma ligeira depressão de um lado.
  • Broca - uma vara de madeira rígida e forte, com cerca de 30 cm de comprimento e de 3 a 5 cm de diâmetro.
  • Placa base - uma placa lisa de madeira macia com cerca de 30 cm de comprimento, 15 cm de largura e 2 cm de espessura.
  • Arco - uma vara flexível de madeira verde com cerca de 2,5 cm de diâmetro e de 45 a 60 cm de comprimento.
  • Cordão - cordões de sapatos servem perfeitamente
Depois de reunir o material, é hora de acender o fogo.
  • Crie uma depressão pequena e arredondada no centro da placa base.
  • Faça um corte em V apontando para baixo no centro da placa, de forma que ele se alinhe com a depressão.
  • Dobre o arco em forma de meia-lua e o amarre com os cordões de sapatos.
  • Posicione a placa no chão e uma pequena quantidade de material inflamável sobre o corte em V.
  • Segure a placa com o pé para propiciar estabilidade e posicione o arco em torno da broca, apoiada na depressão central da placa.
  • Coloque o soquete sobre a broca, pressione moderadamente e acione a broca com movimentos repetitivos do arco. Isso fará com que a broca gire e criará um pó preto e quente que cairá sobre o material inflamável. Em pouco tempo, surgirão chamas e você poderá transferir o material inflamável aceso para o local da fogueira.
Bow and drill.
Fogo usando gelo
A técnica é uma variação do método que usa uma lente de aumento, no caso substituída por gelo.
  • Encontre ou faça uma lente esférica de gelo com cerca de 5 a 7 cm de espessura em sua porção central. O gelo precisa ser transparente para que o método funcione. Caso você tenha uma panela, use-a para congelar água.
  • Remova as porções turvas do gelo e apare o gelo em formato redondo e abaulado como uma lente de aumento.
  • Use o calor de suas mãos para alisar o gelo - quanto mais liso, melhor.
  • Obter gelo transparente é o grande desafio da técnica e não existe método garantido. O gelo de lagos e rios tem mais chance de ser transparentes.
  • Assim que você tiver dado forma à sua lente, use o sol para concentrar um ponto de calor no material inflamável. Caso o calor não baste para inflamar o material, continue trabalhando para dar o formato correto à sua lente. 
Com uma lata e chocolate
Este método só dá certo em dias de sol forte. A base da lata funciona como um espelho côncavo. É preciso polir o alumínio, esfregando um pedaço de chocolate e depois um pano até o fundo da lata ficar bem brilhante. Aí você deve posicionar o material inflamável – algo como um palito com capim seco na ponta – no ponto focal, onde os raios refletidos convergem. Para localizar esse ponto, é recomendável usar óculos escuros, tanto para a proteção dos olhos quanto para reduzir a luminosidade do ambiente.


Com água e um plástico transparente
Junte as pontas do plástico, formando um saco que deve ser preenchido com um pouco de água que você tiver, por exemplo, num cantil. Aqui também o sol é essencial: o saco d’água vai funcionar como uma lente para concentrar os raios e incendiar sua "isca": materiais como palha, capim seco, estopa ou casca de árvore. 



segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Porque jipes são ótimos?





1º Seu consumo é quase o mesmo de carros convencionais.
2º Quem dirige jipe com certeza sempre termina querendo um pra si.
3º A mecânica é robusta, muito difícil de quebrar.
4º Você quase que nunca vai atolar em algum lugar, visto que são todos 4x4.
5º A potência desse tipo de carro é alta.
6º Mulheres geralmente não gostam desse tipo de carro por ele ser alto, porém acham que homens que os guiam são atraentes por serem mais despojados e aventureiros.
7º Geralmente são a Diesel que é mais barato e se usando o biodiesel a emissão de poluentes é neutra.
8º Tem um visual muito bonito e agressivo ( Quase todos ).
9º Vem com adaptações de todo tipo de fábrica, para todo tipo de carga ou reboque.
10º É mais que um carro é brinquedo de adulto nas trilhas.
11º Num alagamento, ele continua funcionando normalmente.
12º Sua mulher nunca vai pedir pra usá-lo pra levar as crianças na escola.(Para isso que existem os merivas, livina, fit e etc)
E por fim a melhor:
13º VAI A QUALQUER LUGAR QUE UMA FERRARI VAI, MAS NENHUMA VAI ATÉ ONDE ELE VAI !!

Prova disso tá aqui :

domingo, 5 de dezembro de 2010

Um galo sozinho não tece uma manhã. Nos versos cheios de sabedoria de João Cabral de Melo, ele precisará sempre de outros galos


Estávamos a conversar no alto da pedra furada em Venturosa-PE, e um galo cantou umas 10:30, então surgiu a questão: como eles sabem a hora de cantar? Quem é que começa? e meu amigo Diogo deu explicação que é quase a mesma desses versos de João Cabral de Melo Neto. Espero que gostem !
 
Tecendo a manhã

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.

João Cabral de Melo Neto
(1920-1999)

sábado, 4 de dezembro de 2010

Comer cogumelos faz bem á saúde !

   
Os cogumelos são tão misteriosos quanto são deliciosos. Embora sejam muitas vezes confundidos e preparados como legumes, os cogumelos são na realidade fungos, um tipo especial de organismo vivo que não tem raízes, folhas, flores ou sementes. Embora possam ser cultivados, os cogumelos crescem de forma selvagem em muitas regiões do mundo.
Os cogumelos em forma de botão geralmente assemelham-se a pequenos guarda-chuva, com uma cobertura densa anexada a um caule que poderá ser curto ou comprido, grosso ou fino. Existem muitas variedades de cogumelos, sendo os mais comuns os cogumelos brancos, cogumelos crimini e cogumelos portobelo. De todos estes, o cogumelo branco é o que se encontra mais facilmente, e que, muitas vezes, adorna as saladas. O cogumelo crimini, que se parece apenas com o botão e adquire um tom de castanho cor de café, possui um sabor mais distinto. O cogumelo portobelo, cujo grande tamanho e sabor a carne o torna numa maravilhosa entrada vegetariana, é na verdade um cogumelo crimini excessivamente desenvolvido. O nome cientifico para estes cogumelos é Agaricus Bisporus.

Tabela Nutricional

141.72 grs / 31.22 Calorias
NUTRIENTES
qUANT.
DDR (%)
dENSIDADE DO NUTRIENTE
CLASS.
selÉnio
36.85 mcg
52.6
30.4
excelente
vitamina B2 (riboflavina)
0.69 mg
40.6
23.4
excelente
cobre
0.71 mg
35.5
20.5
excelente
vitamina B3 (niacina)
5.39 mg
26.9
15.6
excelente
trptofanos
0.08 g
25.0
14.4
excelente
vitamina B5 (Ácido pantotÉnico)
2.13 mg
21.3
12.3
excelente
potÁssio
635.04 mg
18.1
10.5
excelente
fÓsforo
170.10 mg
17.0
9.8
excelente
zinco
1.56 mg
10.4
6.0
muito bom
manganÉsio
0.20 mg
10.0
5.8
muito bom
vitamina B1 (tiamina)
0.13 mg
8.7
5.0
muito bom
vitamina B6 (piridoxina)
0.16 mg
8.0
4.6
muito bom
proteÍnas
3.54 g
7.1
4.1
muito bom
folatos
19.85 mcg
5.0
2.9
bom
fibras
0.85 g
3.4
2.0
bom
magnÉsio
12.76 mg
3.2
1.8
bom
ferro
0.57 mg
3.2
1.8
bom
cÁlcio
25.52 mg
2.6
1.5
bom

Benefícios para a Saúde


● Sistema Imunitário
● Previne a Doença de Alzheimer
● Fonte de Antioxidantes 

Deixo claro que nem todos são comestíveis. A grande maioria é muito venenoso.

Natação


A natação é um esporte que trabalha todos os grupamentos musculares, ajuda a reduzir a gordura corporal, alivia as tensões do dia-a-dia e ajuda a recuperar lesões. Ao nadar todos os estilos desse esporte (crawl, costas, peito e borboleta) a pessoa estará trabalhando todos os grupamentos musculares. O risco de lesões para quem pratica natação é pequeno porque a água amortece os impactos. E o fato de a água amortecer os impactos torna esse esporte excelente para a recuperação de lesões.
A natação é um esporte relaxante que ajuda, também, na redução da gordura corporal quando praticada na intensidade correta. A natação permite a você ir além, pois é um esporte que amortece o impacto dos exercícios. Assim, você acaba tirando mais proveito de sua capacidade do que em outros esportes e ajuda na redução da gordura corporal.
É importante seguir uma dieta balanceada e suprir as necessidades de nutrientes de seu corpo, pois a natação é um esporte que demanda bastante energia. Os suplementos alimentares são importantes para suprir suas necessidades, pois alguns nutrientes não são encontrados com abundância nos alimentos ou no próprio corpo. Isso vai melhorar seu desempenho no esporte, pois ajudará na manutenção e no aumento de massa muscular, aumentará o seu metabolismo e o seu sistema imunológico e fornecerá a quantidade de vitaminas e minerais que um praticante de atividade física necessita para se exercitar melhor. 
  
- Benefícios de praticar a natação:
  • Não causa impacto nas articulações e nem na musculatura, portanto não há grande risco de lesões.
  • Trabalha o sistema cardíaco e respiratório, fazendo com que o condicionamento físico melhore.
  • Gasto calórico de até 600 Kcal/hora.

- Riscos/cuidados na natação:

  • Não há riscos para quem pratica natação, sem extrapolar os limites físicos. A freqüência mais alta dos batimentos cardíacos deve ser 75% da máxima permitida.
  • Caso as aulas não sejam equilibradas, o aluno pode forçar demais uma só parte do corpo. Isso acontece quando, por exemplo, a aula inteira é feita com palmar ou nadadeiras, ou ainda, quando a pessoa nada apenas um estilo.

- Principais grupamentos musculares trabalhados na natação:

Quem nada os 4 estilos (crawl, costas, peito e borboleta) trabalha todos os grupamentos musculares.

- Dicas para um melhor rendimento físico na natação:

  • A natação pode ser um exercício de longa duração e baixa intensidade ou de curta duração e alta intensidade. Depende dos objetivos que o praticante deseja alcançar.
  • Para ganhar mais resistência tente nadar com uma camisa. Quando você for nadar sem a camisa, vai encontrar mais facilidade.

- Materiais/vestimenta/equipamentos para a natação:

  • Óculos de natação: fundamental para proteger os olhos do cloro ou do sal.
  • Sunga ou maiô.
  • Pranchas: excelente método para aumentar a força nas pernas e melhorar a técnica da pernada e a confiança dentro da água. O material das pranchas varia, podem ser de borracha ou à base de isopor.